7 bruxas que não se encaixam no estereótipo do Halloween
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7 bruxas que não se encaixam no estereótipo do Halloween

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A caracterização comum de uma bruxa — que estamos acostumados a ver em contos de fadas, desenhos e filmes — geralmente se baseia naquela de aparência feiosa, pele esverdeada, nariz protuberante (às vezes com uma verruga na ponta), risada maquiavélica, chapéu pontudo e, é claro, a sua fiel vassoura para voar por aí.

No entanto, no mundo real, o título de bruxa já foi concedido a algumas mulheres que detinham conhecimentos sobre magia e natureza. Porém, muitas delas sofreram as consequências de suas habilidades sendo queimadas na inquisição da Idade Média. Outras levaram esse apelido por outros motivos.

De qualquer forma, há que se afirmar que nem toda bruxa é má e sai por aí fazendo poções com asa de morcego, inclusive em várias outras histórias de ficção. O próprio Harry Potter, a Hermione e seus colegas, personagens da famosa saga de livros e filmes, “limparam” um pouco a imagem de que bruxos são malvados e só usam os seus conhecimentos e poderes para a destruição.

Logo abaixo você poderá conferir uma lista, feita pelo pessoal do Mental Floss, com algumas bruxas da realidade e da ficção que não se encaixam no estereótipo daquelas de Halloween.

1 – As três irmãs

As Três Bruxas, também chamadas de “Irmãs Estranhas”, eram personagens da peça de Macbeth, de William Shakespeare. De acordo com a história da famosa peça, as três bruxas eram na verdade profetas que clamavam a Macbeth previsões sobre a sua subida ao trono e ascensão como rei.

Persuadido por sua esposa, Macbeth mata o atual rei para tomar o trono da Escócia e consegue. No entanto, ele volta às bruxas que dizem a ele profecias sobre ameaças ao seu reinado. Historiadores e estudiosos sugerem que a natureza obscura e contraditória das bruxas se encaixava no verdadeiro pesadelo e histeria da Europa na época.

Além disso, as irmãs eram descritas como barbadas, possivelmente a fim de conferir a elas um poder que ia além da compreensão popular de uma bruxa. Alguns escritores e diretores de cinema já adaptaram a história das três bruxas em diversas produções nos mais variados estilos. Em Harry Potter, J.K. Rowling até deu o nome de uma banda de rock, que aparece em uma das edições, de The Weird Sisters (Irmãs Estranhas).

2 – A rica avarenta

Henrietta Howland "Hetty" Green foi uma empresária americana e investidora conhecida como "a mulher mais rica da América" durante a Era Dourada dos Estados Unidos (que foi de 1865 a 1918). Mas ela ficou mais conhecida mesmo como a “Bruxa de Wall Street” pelo seu faro apurado para os negócios e sua extrema avareza, características que só a fizeram ganhar fortunas em um mercado que era dominado pelos homens.

Ela se tornou a magnata da época, mas fontes diziam que ela era uma mulher fedorenta, usava a mesma roupa preta (um luto eterno pela morte do marido) todos os dias e, apesar de sua fortuna, morava em apartamentos apertados e comia refeições baratas, enquanto outros investidores de sucesso viviam em mansões e aproveitavam melhor o seu dinheiro.

Ela era uma verdadeira muquirana e diziam que, para poupar dinheiro em sabão, ela insistia que a sua lavadeira só limpasse as bainhas mais sujas de suas saias. Argh! Diziam também que ela nunca ligou o aquecimento de casa ou da água para o banho, fazendo de tudo para não gastar.

O problema é que, aparentemente, esse pão-durismo a levou até a ter problemas de família. Quando seu filho Ned quebrou a perna quando criança, Hetty teria demorado muitos dias para levá-lo ao médico e, no final das contas, a perna do menino teve de ser amputada.

Essa história ainda foi debatida por alguns biógrafos, mas nem todos concordam com ela, dizendo que Ned era a vida da avarenta e ela nunca negligenciaria a saúde do filho. Entretanto, o seu jeito excêntrico e pouco confiável fez dela uma mulher temida e taxada como bruxa.

3 – A bruxa boazinha

No clássico filme O Mágico de Oz, de 1939, existe a Bruxa Malvada do Oeste, que é bem daquele tipinho que estamos acostumados a ver nas histórias: ela é feia, malvada, verde e tem chapéu pontudo. Mas, por outro lado, temos a outra bruxa, que é agradável, bonita e boazinha, e sua aparência lembra muito mais a de uma fada encantada.

A bruxa boa é a Glinda (da imagem acima) que é gentil e ajuda a personagem principal, Dorothy, a realizar a sua jornada por Oz, a fugir da bruxa má e a voltar em segurança para a sua casa com o seu cachorrinho Totó. Já na versão moderna Oz, Mágico e Poderoso, de 2013, o personagem de James Franco também se depara com bruxas totalmente belas, interpretadas por Rachel Weisz, Michelle Williams e Mila Kunis.

4 – A bruxa dona-de-casa

Em 1964, a série de TV “A Feiticeira” estreava nos Estados Unidos e seguiu com sucesso até 1972.  A história se passava na vida do casal Samantha e James. Ela tinha poderes que podiam ser ativados apenas com uma mexidinha em seu nariz, mas o seu marido não queria que ela usasse o seu perfil de bruxinha nas dificuldades do dia. E esse era o quadro que levava às situações divertidas da série.

Além disso, é claro, a aparência de Samantha não tinha nada a ver com a de uma bruxa de verdade. Ela era loira, bonita, alegre e uma esposa dedicada, apesar de não resistir e usar os seus poderes de vez em quando.

Mas, no final de cada episódio, o casal sempre encontrava um equilíbrio entre a magia e a realidade do dia a dia.  Na versão cinematográfica, de 2005, Samantha foi interpretada pela atriz Nicole Kidman.

5 – A bruxa adolescente

A adolescência não é nada fácil, não é verdade? Imagine se você tivesse poderes para passar por essa fase de uma forma um pouco mais tranquila? Pois essa era a premissa da série de TV Sabrina, uma bruxa adolescente, que foi veiculada na TV americana (e depois no Brasil) de 1996 a 2003.

A série contava a história de Sabrina, uma adolescente normal de 16 anos, exceto pelo fato de que tinha poderes extraordinários. Ela vivia com duas tias bruxas de 600 anos de idade, Hilda e Zelda, e seu gato mágico falante Salem, na cidade fictícia de Westbridge, Massachusetts. Ela também não se parecia nada com as bruxas más e feiosas de outras histórias.

6 – A bruxinha sabe-tudo

Se você é fã da saga de Harry Potter, você sabe bem de quem estamos falando. Sim, da Hermione, a menina esperta e inteligente da história (interpretada por Emma Watson na versão cinematográfica), que chega até a ser chamada de “irritante sabe-tudo” por seu perfil de estudante modelo e devoradora de livros.

Hermione também é uma bruxinha, mas é uma menina normal de sua idade, com suas características e dificuldades de sua faixa etária em cada uma das fases pelas quais a história se passou. Segundo algumas enquetes, ela foi considerada uma das personagens favoritas da saga e um modelo para as crianças.

7 – A estrela do rock

Se eu lhe perguntar de quem é a culpa da separação dos Beatles, provavelmente você vai dizer que a culpada foi Yoko Ono, a esposa de John Lennon na época em que isso aconteceu. Há quem já tenha desmitificado essa história, inclusive o próprio Paul McCartney, mas muita gente ainda acredita que foi por causa dela.

O fato é que, em 2007, eis que Yoko resolveu lançar um álbum musical chamado Yes, I’m A Witch (em português “Sim, eu sou uma bruxa”), trazendo de volta à memória dos beatlemaníacos o que aconteceu em 1970. Com um nome desses, era difícil não pensar nisso como um tipo de “aviso” para os seus inimigos.

Sobre esse nome do álbum, ela disse em uma entrevista:

"Eu sou uma bruxa! Porque eu sou uma bruxa! A coisa é, quando eu escrevi e produzi essa canção em 1974, ela era tão incrivelmente controversa que todo mundo disse: ‘Não divulgue’. E ela foi arquivada, você sabe. Eu acho que todas as mulheres são bruxas, no sentido de ser mágica. E um mago, que é uma versão masculina de uma bruxa, é uma espécie reverenciada e respeitada. Já as bruxas têm de ser queimadas!”, disse ela explicando o lado feminista da proposta.

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