Reino Unido restringe o que pode e o que não pode na indústria pornográfica
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Reino Unido restringe o que pode e o que não pode na indústria pornográfica

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Não pense você que não existem limites sobre o que pode e o que não pode ser mostrado em filmes pornográficos. Bem, pelo menos no Reino Unido agora existe uma regulamentação que restringe o que é permitido quando o assunto é o entretenimento voltado para adultos. De acordo com Christopher Hooton do The Independent, uma emenda na legislação britânica censurou várias atividades — que foram apresentadas em uma lista informativa .

Segundo Hooton, todo o material produzido a partir de agora — mais especificamente, vídeos sob demanda, filmes comercializados em sex shops e pornografia online — deve seguir as novas normas. Contudo, apesar das restrições impostas, curiosamente não existe nenhuma proibição com respeito a produções estrangeiras que ainda podem circular na Grã Bretanha, portanto, o público continuará tendo acesso a qualquer gênero de material pornográfico.

Novas limitações

Entre as atividades censuradas estão abuso verbal ou físico, independente de que seja consensual, a penetração com o punho ou qualquer objeto associado com a violência, o “facesitting”, chicotadas agressivas e a ejaculação feminina (você pode ver a lista completa aqui), e, conforme apontou Hooton, a medida parece ser mais restritiva com respeito a atos praticados por mulheres e que tradicionalmente são mais prazerosos para elas do que para os homens.

De acordo com Frankie Mullin do portal Vice, grupos que brigam contra a censura já se manifestaram, alegando que as restrições são arbitrárias, já que as atividades parecem ter sido escolhidas aleatoriamente. Isso porque não existem especificações sobre as novas regras — como um esclarecimento sobre quais objetos podem ou não ser inseridos consensualmente no corpo ou quando exatamente chicotadas deixam de ser divertidas e passam a ser agressivas.

Em outras palavras, as medidas impõem fortes restrições à indústria pornográfica britânica e parecem não fazer qualquer distinção sobre o que são práticas consensuais e não consensuais entre adultos. Conforme explicou uma renomada diretora de filmes eróticos ao The Independent, antes de proibir, o mais importante seria educar, além de repensar o que é perigoso e ofensivo e o que é parte da própria natureza humana. E você, caro leitor, o que acha?

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