Diminuição da atividade solar coloca cientistas de todo o mundo em alerta
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Diminuição da atividade solar coloca cientistas de todo o mundo em alerta

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Se você estava preocupado com as baixas temperaturas e o vórtice polar, saiba que temos um novo fenômeno climático a caminho. Os cientistas estão em alerta com a possibilidade de uma nova “Pequena Era do Gelo” depois que eles notaram a diminuição da atividade solar nos últimos anos.

Para entender o que acontece lá no espaço, é importante lembrar que o Sol passa por ciclos de aproximadamente 11 anos marcados pelas alterações das manchas solares em sua superfície. Durante o máximo solar – que é o pico da atividade da estrela –, nota-se que o Sol costuma apresentar muitas manchas solares, liberar labaredas gigantes e ejetar massa coronal constantemente. Desde que o ciclo solar atual teve início em 2008, os especialistas observaram que o número de manchas solares corresponde a menos da metade da quantidade estimada.

“Eu nunca vi nada como isso. Se quisermos voltar para ver quando o Sol estava tão inativo com relação ao mínimo que acabamos de ter e o pico que temos agora, precisaremos voltar uns 100 anos”, afirma Richard Harrison, diretor de Física Espacial do Rutherford Appleton Laboratory, na Inglaterra.

Fonte da imagem: Shutterstock

Apesar dessa calmaria, isso não significa necessariamente que o Sol está adormecido. Mas um Sol com atividade reduzida pode causar problemas. Alguns cientistas sugerem que esse período de pouca atividade solar pode ser um reflexo do que aconteceu entre os anos de 1645 e 1715.

O período recebeu o nome de Mínimo de Maunder em homenagem aos pesquisadores Annie e E. Walter Maunder, que estudavam as manchas solares e ajudaram a identificar o fenômeno no século 17. Naquele momento, apenas 30 manchas solares foram identificadas – o que representa 0,001 do que era estimado para o período – e isso coincidiu com a “Pequena Era do Gelo” na Europa, que chegou a congelar rios importantes da região.

Gráfico representa a atividade solar ao longo do anos. Fonte da imagem: Reprodução/Huffington Post

Mike Lockwood, professor de Física Espacial na Universidade de Reading, na Inglaterra, calcula que nós temos 20% de chances de reviver as condições do Mínimo de Maunder dentro de 40 anos. Apesar da ciência não ter comprovado que a diminuição da atividade solar tenha sido a principal causadora da “Pequena Era do Gelo” – já que outros fatores podem ter contribuído para o fenômeno – eles acreditam que um número menor de manchas solares possa significar que menos energia chegará até a Terra.

“Um novo Mínimo de Maunder não afetará a Terra necessariamente da mesma maneira que aconteceu durante o século 17. Erupções vulcânicas (que causam um resfriamento temporário) também colaboraram para a queda das temperaturas registradas durante o século 17. Além disso, estamos falando de uma Terra muito mais quente”, finaliza Giuliana de Toma, do National Center for Atmospheric Research`s High Altitude Observatory.

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