Cientistas propõem nova explicação sobre não termos encontrado ETs ainda
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Cientistas propõem nova explicação sobre não termos encontrado ETs ainda

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Com a descoberta de novos exoplanetas praticamente todos os dias — sendo que alguns deles inclusive são considerados como potencialmente habitáveis —, sem falar que na Via Láctea é estimado que existam 100 quintilhões de planetas (dos quais 1 bilhão seria habitável), você já se perguntou como é que nós nunca, jamais, conseguimos travar contato com nenhuma civilização alienígena?

Nós aqui do Mega Curioso já falamos em detalhe a respeito dessa questão em uma de nossas matérias — que pode conferir através deste link — e nela explicamos que essa incongruência recebe o nome de Paradoxo de Fermi. No artigo (que é muito interessante e vale a pena ler), também contamos que diversas teorias já foram propostas para justificar essa ausência de sinais de vida, e uma das mais populares é a do “Grande Filtro”.

Cadê todo mundo?

Basicamente, o grande filtro estabelece que, embora a vida possa ser incrivelmente comum no Universo, em determinado momento, entre o seu surgimento e o seu desenvolvimento — até que essa forma de vida atinja o nível máximo de evolução como civilização —, uma espécie de obstáculo se apresenta e impede que a vida avance.

Esse empecilho poderia ser, por exemplo, um evento cataclísmico, como uma catástrofe geológica, a colisão de um asteroide, a exposição a uma supernova ou, ainda, uma guerra nuclear ou um apocalipse ambiental. Pois, agora, de acordo com David Szondy, do portal Gizmag, uma dupla de especialistas em astrobiologia da Universidade Nacional da Austrália sugeriu um “adendo” à teoria do grande filtro.

Os pesquisadores — Charley Lineweaver e Aditya Chopra — sugerem uma nova hipótese, chamada “Filtro de Gaia”, que se baseia na ideia de que, como as condições nos planetas recém-formados são muito voláteis, se a vida não evoluir depressa o suficiente para estabilizar o meio ambiente, ela pode ser extinta rapidamente, antes de “vingar”.

Segundo acreditam, o surgimento da vida em um planeta rochoso jovem requer mais do que simplesmente calor e água em seu estado líquido. Além desses ingredientes, é necessário que exista um determinado nível de estabilidade que a própria vida ajuda a estabelecer.

Domando o ambiente

Como você sabe, quando a Terra se formou, o ambiente era incrivelmente inóspito para as formas de vida mais avançadas. No entanto, os organismos mais simples conseguiram sobreviver às duras condições de então, e sua atividade biológica — como a de transformar o dióxido de carbono em oxigênio na atmosfera e absorver o metano — deu origem a um sistema dinâmico capaz de regular o meio ambiente e sustentar as mais variadas formas de vida.

Pois, de acordo com Lineweaver e Chopra, a maioria dos planetas jovens tem o mesmo tipo de ambiente instável que existia nos primórdios da Terra. E, para transformar esses mundos em locais habitáveis, as formas de vida mais simples precisam regular as condições — especialmente os gases de efeito estufa e a água — para que a temperatura na superfície se mantenha sob controle.

Evolução

Os astrobiólogos usam como exemplos os casos de Vênus e Marte, cujos ambientes eram muitos parecidos com o da Terra há 4 bilhões de anos. Contudo, atualmente, Vênus se transformou em mundo onde chove ácido sulfúrico e cujas temperaturas são altas o suficiente para derreter chumbo, enquanto Marte se tornou um deserto vermelho quase totalmente desprovido de atmosfera.

Segundo acreditam, algo deve ter acontecido no passado desses planetas para fazer com que sua evolução fosse tão diferente da nossa — e Lineweaver e Chopra propõem a hipótese de que a vida se desenvolveu rápido o suficiente por aqui, contribuindo para que o ambiente se estabilizasse mais depressa e se tornasse habitável.

Por outro lado, é possível que em Vênus e Marte o surgimento da vida tenha sido mais lento e, portanto, ela tenha desaparecido antes de ter chance de se estabelecer. Ademais disso tudo, a proposta da dupla prediz que, se encontrarmos fósseis de seres alienígenas pelo universo, eles provavelmente serão de micróbios extintos — e se os encontrarmos em Marte, a descoberta servirá de indício de que a humanidade já sobreviveu ao grande filtro.

Em contrapartida, se algum dia encontrarmos fósseis de organismos complexos, isso significará que existe a possibilidade de que os terráqueos ainda não enfrentaram o grande obstáculo que freia a evolução da vida — e que o nosso fim ainda está por chegar.

Você acredita que a humanidade algum dia será extinta? Como você pensa que isso acontecerá? Comente no Fórum do Mega Curioso

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