Mais de 1,4 mil cidades dos EUA podem ser inundadas até 2100
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Mais de 1,4 mil cidades dos EUA podem ser inundadas até 2100

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Apesar do ceticismo de alguns, existem muitas evidências de que a espécie humana está causando mudanças radicais no clima do planeta. Com maior índice de evaporação, por exemplo, os mares estão ficando mais salgados. A situação é preocupante e, para muitos, esse aumento da temperatura será capaz até mesmo de criar novas formas de vida.

Como se não bastasse, a NASA declarou recentemente que o ano de 2012 foi o nono ano mais quente desde 1980. E a não ser que você faça parte do grupo de milionários que pretende construir um arquipélago artificial para escapar do aquecimento global, é bom começar a se preparar para o pior.

De acordo com o especialista em impactos do clima, Dr. Benjamin Strauss, os gases responsáveis pelo efeito estufa acabaram “agendando” um efeito nada agradável para o futuro: o aumento de cerca de 1,3 metro do nível do mar, suficiente para inundar 316 cidades da costa norte-americana e atingir 3,6 milhões de pessoas, daqui 50 anos.

Previsões para o fim do século

As previsões do pesquisador se baseiam em um estudo publicado recentemente pela revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) e que estima, com base em cálculos e observações, que o nível do mar pode subir 1,2 metro para cada 0,5 ºC a mais provocado pelo excesso de gás carbônico.

A partir disso, o Dr. Strauss combinou as taxas atuais de emissão de carbono e dados fornecidos por outros projetos de monitoramento do clima, com o Climate Change`s Surging Seas, e chegou a conclusões mais assustadoras.

Ao continuar com o cálculo e projetar a situação para daqui cem anos, o pesquisador percebeu que a inundação afetaria 1,4 mil cidades norte-americanas e 18 milhões de pessoas. Porém, caso algumas medidas sejam tomadas e a emissão de gases nocivos ao clima controlados, “apenas” 555 seriam inundadas.

Vale a pena lembrar que essas são projeções simples e que a realidade é muito mais complexa. O estudo, por exemplo, não leva em conta as tecnologias de engenharia que poderiam ser empregadas para evitar as inundações, sendo baseado apenas na elevação dessas regiões.

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