Fonte da imagem: Reprodução/NationalGeographic

Em alguns filmes, como Jurassic Park, animais extintos são trazidos de volta à vida através de clones. Apesar de essas histórias serem pura ficção, a ciência atual já está evoluindo para que este tipo de situação seja realmente possível — e é lógico que eles não estão trabalhando com dinossauros.

O animal da vez é uma espécie de sapo que foi descoberta em 1972 e extinta em 1983, chamada Rheobatrachus. Além da pesquisa para trazer o espécime para o nosso mundo novamente, o fato mais interessante é que esse anfíbio dá a luz a todos os seus filhotes através da sua boca.

Para isso, o sapo guarda os ovos no seu estômago e interrompe a produção de ácidos estomacais, sendo que depois de seis semanas depois o “bebê” é literalmente cuspido, como você pode conferir na imagem acima.

Trabalhando com embriões

O trabalho para que o Rheobratrachus volte a viver está sendo encabeçado pelo cientista Mike Archer, da University of New South Wales. Ele e a sua equipe começaram a trabalhar implantando amostras de DNA congelado em ovos de outros tipos de sapos.

Com isso, os pesquisadores conseguiram “fabricar” um embrião praticamente completo do anfíbio extinto. Apesar de o projeto ainda não ter passado dessa fase, o resultado alcançado já é muito promissor e indica que Archer vai obter sucesso em breve.

Além disso, há outras equipes como a de University of New South Wales trabalhando para trazer espécies extintas de volta à vida. Segundo Archer, se o ser humano foi o responsável por acabar com uma espécie, ele também é o responsável moral por trazê-la de volta.