Terra pode possuir uma camada escondida; entenda

A estrutura interna da Terra pode possuir mais camadas do que os cientistas pensavam. De acordo com um novo estudo feito pela Universidade Nacional da Austrália, é possível que o nosso planeta tenha escondido uma misteriosa camada em seu núcleo interno sólido durante todo esse tempo.

Apesar do estudo ainda não ter conseguido determinar a natureza exata dessa diferente cobertura, os pesquisadores acreditam que sua formação esteja relacionada às mudanças na estrutura do ferro sob temperaturas e pressões extremas encontradas no centro do mundo.

O complexo núcleo da Terra

(Fonte: Unsplash/Reprodução)(Fonte: Unsplash/Reprodução)

Até o que se sabe, o núcleo do nosso planeta é dividido em duas partes. O núcleo externo líquido começa a cerca de 2.800 km da superfície da Terra e é composto por metais líquidos a temperaturas entre 2.200?°C a 4.900?°C. Depois, próximo aos 5.150 km de profundidade, o núcleo faz uma transição para o ferro sólido e um pouco de níquel.

O que o estudo sugere, entretanto, é que exista uma camada intermediária entre essas duas divisões do núcleo. A primeira vez que esse tópico foi abordado aconteceu por volta dos anos 1980. Como ainda não existem maneiras de se chegar até o centro da Terra, os cientistas utilizam ondas de terremoto para formar imagens do que seria o núcleo.

Além disso, os estudiosos utilizam essas imagens para medir graus de anisotropia — que demonstra a características das ondas sísmicas variarem de velocidade dependendo do seu direcionamento. No caso da Terra, as ondas costumam viajar mais rápido do norte para o sul do que aquelas que viajam paralelamente a linha do equador.

Descobertas misteriosas

(Fonte: Unsplash/Reprodução)(Fonte: Unsplash/Reprodução)

Ao que tudo indica, algo parece bem estranho no extremo centro da estrutura interior do mundo. No início dos anos 2000, os cientistas notaram que a anisotropia parecia não corresponder ao restante do núcleo nesta exata região. Sem saber a exata procedência do fenômeno, físicos minerais e geodinamicistas trabalham em conjunto para criar um modelo que represente essa mudança.

Na visão da líder do experimento, Jo Stephenson, a maior possibilidade é que, conforme o núcleo interno tem se resfriado e expandido, sua estrutura sofre com a cristalização do ferro e desenvolver comportamentos diferentes. A pesquisadora também ressaltou que compreender a formação do núcleo do planeta é essencial para entendermos a existência de seu campo magnético.

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