Ig Nobel Prize: estes 7 estudos foram selecionados entre os mais bizarros
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Ig Nobel Prize: estes 7 estudos foram selecionados entre os mais bizarros

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Há algum tempo, nós reunimos aqui no Mega uma série pesquisas científicas bizarras que já foram feitas em todo o mundo. Logicamente, todo estudo tem seu valor e seu propósito - não estamos dizendo o contrário. Ainda assim, é curioso analisar algumas pesquisas, e é justamente isso o que fazem os organizadores do Ig Nobel Prize, cujo slogan explica bem do que se trata o projeto: “pesquisas que fazem as pessoas RIREM e, em seguida, PENSAREM”.

A edição de 2015 do prêmio selecionou algumas pesquisas científicas realizadas recentemente que, de fato, soam de forma engraçada em um primeiro momento. O Live Science reuniu esses estudos, e nós resolvemos compartilhar alguns deles com você.

1 – Tudo pela biologia

O destaque aqui vai para um grupo de pesquisadores que se dedicou a estudar caudas de galinhas. Para isso, os cientistas criaram galinhas com próteses artificiais sobre suas caudas de forma que era possível mover o centro da massa dos animais para a parte traseira do corpo. Tudo isso com a finalidade de entender melhor o sistema de locomoção dos terópodes, que eram dinossauros carnívoros que se locomoviam com duas patas.

2 – O experimento do ovo

É lógico que o grupo de cientistas que conseguiu “descozinhar” um ovo merece reconhecimento, não é mesmo? Em um experimento com mais cara de mágico do que de científico, os pesquisadores cozinharam um ovo por muito tempo, de modo que suas características proteicas se desestruturassem. Na sequência, utilizaram energia mecânica para fazer com que essas proteínas voltassem à sua forma original.

Além da característica impressionante da pesquisa, ela futuramente pode ser muito útil à indústria farmacêutica – é comum que algumas proteínas mudem de forma e, por causa disso, não possam ser utilizadas em alguns medicamentos. Se um dia for possível remodelar essas proteínas, como aconteceu no experimento do ovo cozido, haverá grande economia de tempo e dinheiro na produção de remédios.

3 – Hã?

Você já deve ter ficado sem entender o que uma pessoa queria dizer e, às vezes, para demonstrar isso, pode ter usado o famoso “hã?”. A galera de linguística de Harvard descobriu que a expressão “huh?”, em sua versão em inglês, pode ser encontrada em pelo menos 10 idiomas diferentes – a partir daí, eles concluíram que ela deve ser entendida por pessoas de todo o planeta. Além do mais, ela tem sempre o mesmo significado.

E não é só isso! Os pesquisadores descobriram também que o “huh?”, do inglês, não é apenas um grunhido, mas uma palavra de verdade, afinal a expressão “tem critérios de uma palavra no sentido de ser um símbolo léxico convencional que deveria ser aprendido”. E aí, entendeu ou soltou um “hã?”?

4 – Taí uma coisa sobre dirigir que você nunca imaginou antes

Sabe aqueles redutores de velocidade – ou as famosas tartaruguinhas – que são fixados em algumas ruas e estradas? Então... Dirigir sobre eles pode ser uma maneira de, quem sabe no futuro, se diagnosticar apendicite.

Médicos do Stoke Mandeville Hospital, no Reino Unido, estudaram a fundo a vida de 67 pacientes que foram levados ao hospital de carro. Ao que tudo indica, aqueles que sentiram dor enquanto faziam partes do trecho sobre redutores de velocidade tinham apendicite.

5 – Sobre CEOs

Não é de hoje que esses profissionais de alto escalão são pesquisados. Dessa vez, no entanto, estamos diante de uma conclusão realmente bizarra, pelo menos quando paramos para analisar racionalmente a conexão entre uma coisa e outra. Vamos lá: “vivenciar desastres naturais sem consequências extremamente negativas parece dessensibilizar CEOs às consequências negativas do risco”.

Nem sempre essa regra é válida, no entanto. O mesmo estudo garante que, se a experiência de desastre foi extremamente negativa, o profissional CEO pode começar a se comportar com mais cautela diante das decisões que toma em nome da empresa que administra.

6 – Beijar tem mais poder do que você imagina

Teve pesquisa nova sobre beijo: ao que tudo indica, trocar saliva pode ser uma boa forma de tratar, pelo menos temporariamente, reações alérgicas provocadas pelo toque. Então, se a pessoa tem alergia à grama – sim, é possível – e acaba pegando na grama sem querer, o ideal é procurar ajuda médica, é claro. Mas você também pode tascar um beijo na pobre vítima – se ela deixar – enquanto a leva para o hospital. Pelo visto, o beijo milagroso pode diminuir a gravidade da reação alérgica.

7 – Hora do xixi

Você já se perguntou quanto tempo seu cachorro leva para fazer xixi? A verdade é que mamíferos maiores do que ratos levam, em média, 21 segundos para esvaziarem suas bexigas. Basicamente, significa que um elefante, capaz de segurar até 18 litros de xixi em sua bexiga, leva o mesmo tempo do que um gato, que tem uma bexiga obviamente muito menor. Na dúvida, fique longe de um elefante quando ele estiver urinando – são 21 segundos de um jato saindo em uma pressão absurda!

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O Ig Nobel Prize é realizado há 25 anos e é promovido por cientistas da Universidade de Harvard. O evento acontece na própria instituição, e você pode assistir à cerimônia neste link – divertidíssima, mas infelizmente sem legendas. 

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