Veja por que a pornografia pode viciar e como ela interfere em nossas vidas
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Veja por que a pornografia pode viciar e como ela interfere em nossas vidas

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De acordo com o pessoal do AsapSCIENCE, que produziu a animação acima, assim como qualquer droga a pornografia é capaz de causar dependência, bem como afetar a nossa vida cotidiana. Segundo a animação, hoje vivemos o que alguns especialistas definem como uma epidemia, tornando importante entender como é que a pornografia pode influenciar a nossa percepção da sexualidade, interferir no nosso desejo e afetar a nossa vida sexual.

A animação se encontra em inglês, mas não se preocupe, pois você pode conferir a explicação completa abaixo!

A pornografia representa 25% do total de todas as pesquisas realizadas na internet, sendo a quarta razão mais comum para que uma pessoa acesse a rede. Mas, em vez de essa “busca” apenas estar conectada a um instinto natural, desenvolvido depois de milhões de anos de evolução, a verdade é que a pornografia mudou dinamicamente ao longo do tempo, moldando os nossos desejos e preferências sexuais.

Droga visual

Fonte da imagem: Reprodução/AsapSCIENCE

Contudo, a pornografia tem profundas consequências para o cérebro, provocando, muitas vezes, os mesmos efeitos de uma droga. Conforme a exposição a ela aumenta, a nossa tolerância também aumenta e, apesar de não se tratar de uma substância física e palpável, a pornografia pode provocar sintomas bem conhecidos, como a perda de controle, a compulsão na busca de atividades relacionadas ao vício e até mesmo a síndrome da abstinência.

O problema é que, depois de muito tempo de exposição à pornografia, podem ocorrer alterações drásticas na estrutura cerebral. Toda vez que realizamos uma atividade prazerosa — seja para a nossa sobrevivência ou não, como se alimentar ou fazer exercícios físicos e até sexo, por exemplo —, o cérebro libera uma substância chamada dopamina que, basicamente, faz com que experimentemos aquela sensação gostosa e relaxante depois.

Entretanto, a dopamina também consolida as conexões neurais que nos levaram a querer repetir a mesma atividade mais tarde, o que significa que essa substância pode alterar e levar as células cerebrais a motivar determinadas ações. E é aqui que mora o perigo.

Dependência

Fonte da imagem: Reprodução/AsapSCIENCE

Para determinar o grau de dependência em uma determinada droga, os institutos de saúde utilizam ratinhos de laboratório, que são treinados para apertar um botão cada vez que queiram receber uma dose da substância em estudo. Assim, quanto mais os animais apertam o botão, isso indica que mais viciante é a droga — e quanto mais viciante é a droga maior é a quantidade de dopamina liberada no organismo.

Como os estímulos provocados pela pornografia também provocam a liberação de dopamina, isso significa que quanto mais tempo passamos dedicados a ela, maior é a quantidade dessa substância liberada no nosso corpo. Essa liberação pode reforçar o nosso comportamento com relação à pornografia, e além de nos levar a querer mais no futuro, a dependência da dopamina também pode fazer com que precisemos de cada vez mais pornografia.

Círculo vicioso

Fonte da imagem: Reprodução/AsapSCIENCE

E quando, mais tarde, longe do computador ou durante as nossas experiências sexuais, começamos a repensar nas imagens que vimos anteriormente, essas memórias acabam sendo reforçadas, uma vez que os orgasmos liberam ainda mais dopamina no organismo, consolidando as conexões neurais formadas durante a atividade. Isso acaba criando um círculo vicioso do qual vai se tornando cada vez mais difícil de se escapar, estabelecendo a dependência.

E da mesma forma como ocorre com as drogas, a nossa tolerância com relação aos estímulos visuais — provenientes da pornografia — também é alterada, fazendo com que se torne cada vez mais difícil com que nos sintamos estimulados pela realidade. Assim, a dependência pode fazer com que nos sintamos cada vez menos atraídos pelos nossos parceiros reais.

Rompendo o círculo

Fonte da imagem: Reprodução/AsapSCIENCE

A boa notícia é que a dependência não precisa ser permanente. Normalmente, quando as pessoas se dão conta de como a pornografia está afetando os seus relacionamentos e vidas, e entendem o que está acontecendo, elas podem parar. Por sorte, assim como as conexões neurais que são reforçadas com frequência vão ficando mais fortes, as que são ignoradas também vão se tornando mais fracas.

Portanto, tal como ocorre com alguns músculos do nosso corpo, que vão se atrofiando devido à falta de estímulo, é possível aplicar o mesmo conceito com relação à dependência. Assim, segundo a animação, para se livrar do vício com relação à pornografia o melhor é evitar os maus hábitos e tentar desenvolver outros mais saudáveis.

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