Trash the Dress: tendência cresce entre as noivas brasileiras
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Trash the Dress: tendência cresce entre as noivas brasileiras

Equipe MegaCurioso
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Crédito: Thinkstock

Além das tradicionais fotos realizadas antes e durante o casamento, as sessões de Trash the Dress têm feito sucesso entre as noivas. Diferentes e inusitadas, as imagens capturadas em cenários exóticos agradam aos casais e surpreendem os convidados.

Para quem está com a data do casamento marcada e ainda não conhece essa tendência em fotografia, este é o momento de saber como funciona a sessão para começar a planejar um Trash the Dress. Mas, se você já decidiu fazer essas fotos mais do que especiais, não deixe de conferir algumas dicas de como se organizar no dia do evento.

Para nos explicar melhor de onde surgiu e em que consiste a tendência, o TodaEla conversou com Arnaldo Belotto, responsável pelo Studio 8 e Meio, em Curitiba. Ainda, você pode conferir o depoimento da Ana Paula Giacomitti Dos Santos, uma noiva curitibana que fez o Trash the Dress e recomenda a experiência.

O que é e de onde veio

Muito se fala em Trash the Dress, mas as fotos de casais vestidos a rigor em lugares inusitados ainda surpreendem os mais desavisados.

Arnaldo Belotto começa nos explicando que a tendência surgiu nos Estados Unidos, sendo primeiramente desenvolvida através da fotografia e, em um segundo momento, as versões em vídeo foram ganhando espaço. O profissional aponta que o objetivo desse estilo de trabalho era “realizar um vídeo criativo e divertido dias depois da cerimônia em lugares onde o casal nunca imaginaria ir com o vestido ou com o terno”.

Originalmente, o termo que batiza a tendência faz referência à sujeira, ao desgaste e aos estragos que o vestido da noiva sofre durante as fotos e a filmagem. Afinal, a proposta é usá-lo em ambientes diferentes, criando um contraste entre a elegância dos noivos e a descontração do espaço escolhido.

Nos Estados Unidos e na Europa, as noivas levam o nome do estilo a sério e se divertem enquanto pintam, sujam e rasgam o vestido. No Brasil, a tendência chegou mais leve e o material que tem sido produzido revela cenários exuberantes, poses sensuais, mas não traz tanta ousadia na hora de estragar o vestido.

O primeiro ensaio nacional de Trash the Dress foi realizado em agosto de 2008 e, desde então, a procura aumentou bastante e o mercado não para de crescer.

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O diferencial da proposta

É importante que os noivos tenham em mente que um ensaio de Trash the Dress é bastante diferente de um ensaio pré-casamento ou das fotos que serão tiradas no dia da cerimônia. O responsável pelo Studio 8 e Meio aponta que sair do convencional é a regra nesse tipo de trabalho.

Por esse motivo, em vez de escolher um belo jardim florido ou um espaço com construções exuberantes, a ideia é se aventurar em praias, cachoeiras, ruínas e outros destinos que resultem em imagens diferentes de tudo o que você já viu. “O legal do Trash the Dress é que podemos fazer em qualquer lugar, desde um ferro-velho a uma cozinha de restaurante. É preciso pensar em lugares esteticamente interessantes, mas que o casal nunca se imaginaria lá”, comenta Belotto.

Nesse sentido, na hora de escolher o lugar perfeito para fazer a sua sessão de fotos ou filmagem, o especialista explica que não é preciso escolher exatamente um lugar que reflita a personalidade do casal. “Como é um trabalho com um apelo bastante estético, às vezes, ir para um lugar onde o casal não tem uma relação pode ser legal”, ressalta.

O melhor momento

Caso os noivos desejem seguir as premissas do Trash the Dress, a sessão deve ser feita logo após o casamento. Arnaldo Belotto indica que o melhor momento é alguns dias depois da cerimônia, assim que o casal retornar da lua de mel.

No entanto, muitos têm optado por realizar a sessão antes do casamento e aproveitar a oportunidade para mostrar o resultado aos convidados durante a recepção. A vantagem dessa opção é ter um diferencial para o dia do casamento, além de finalizar todos os preparativos do matrimônio junto com o final da festa.

Para quem preferir manter o protocolo, a vantagem é estar menos tenso e nervoso para tirar as fotos. Depois do casamento e da lua de mel, os noivos voltam mais relaxados e costumam se soltar mais durante a sessão. O resultado são fotos que refletem a alegria e a espontaneidade do casal.

Os noivos e os profissionais contratados também devem estar em sintonia para que tudo saia conforme o planejado. “Acho que a melhor forma de deixar qualquer pessoa à vontade e ter uma boa relação. Antes do dia da gravação acho necessário algumas pequenas reuniões para conversar e conhecer o casal. Assim, no dia as coisas fluem melhor”, revela Belotto.

Crédito: Konrahd/Fotografia de Casamento

Os custos da produção

Logicamente, os preços desse tipo de serviço vão variar bastante de acordo com os profissionais. Arnaldo Belotto nos adianta que a ideia criada pelos noivos também pode influenciar nos custos do trabalho. Em geral, o profissional acredita que uma produção pequena custe a partir de 2 mil reais. Já uma sessão de Trash the Dress que seja realizada em uma outra cidade, potanto, que exija viagens e deslocamentos, pode custar cerca de 3 mil reais.

Para os noivos que possuem um orçamento organizado, é importante considerar gastos adicionais, como a compra ou locação de trajes, alimentação, maquiagem e até mesmo hospedagem, caso escolham fotografar e filmar em um lugar distante.

Depoimento de quem fez

A empresária Ana Paula Giacomitti Dos Santos realizou o seu Trash the Dress em meados de 2012 e garante que quem participa da sessão uma vez fica com vontade de fazer de novo.

Ana Paula nos conta que decidiu fazer o Trash the Dress por ser algo diferente. As fotos inusitadas e o fato de estar vestida de noiva, mas poder fazer o quisesse com o vestido também foram duas características da proposta que atraíram a empresária.

Para escolher o profissional, Ana Paula buscou referências de fotógrafos que já trabalhavam com o Trash the Dress. A noiva conta que se identificou com o estilo de fotografia do profissional que contratou para realizar a sua sessão. Para ela, esse era um fator importante, já que outros fotógrafos não trabalhavam com o estilo.

Crédito: Konrahd/Fotografia de Casamento

O destino escolhido foi Morretes, uma cidade pacata a caminho do litoral do estado do Paraná. Como a noiva gostaria de entrar na água e os noivos concordaram que a sessão seria feita durante o dia, a sugestão do fotógrafo foi a opção perfeita. Além das fotos, Ana Paula também optou por filmar o evento.
Apesar do dia nublado e da água fria, Ana Paula realizou seu desejo de fazer a sessão na água. Ela conta que molhou o vestido, molhou o cabelo, mas valeu a pena o sofrimento pelas belas imagens que foram capturadas.

Ana Paula e seu noivo, Renato Santos, fizeram o Trash the Dress antes do casamento. A empresária conta que a experiência de se produzir e se vestir de noiva antes da data foi suficiente para dar “um friozinho na barriga” e adiantar um pouco da alegria e emoção que seriam vividos no grande dia.

Com o material pronto no dia do casamento, os noivos exibiram o vídeo produzido para seus convidados. A noiva conta que a recepção dos amigos e familiares foi muito boa e gerou uma grande expectativa: “Muita gente não conhece o Trash the Dress, então impressiona porque é novidade”, conta ela.

Ana Paula finaliza dizendo que é muito emocionante fazer as fotos e o vídeo e ver o resultado depois. Segundo ela, as imagens capturadas são muito diferentes das fotos tradicionais de casamento. “Eu recomendo. Ninguém vai se arrepender”, finaliza ela.

Dicas fundamentais para o seu Trash the Dress

  • De acordo com a experiência de Arnaldo Belotto, atualmente 90% das sessões de Trash the Dress são realizadas na praia, mas isso não deve ser uma regra. O especialista sugere que os noivos escolham lugares ainda mais inusitados;
  • Para não correr o risco de estragar o vestido escolhido para a cerimônia, muitas noivas compram ou alugam um modelo mais simples exclusivamente para o ensaio. Atualmente, algumas lojas já contam com opções específicas para o Trash the Dress. É importante lembrar que o modelo deve ser versátil e proporcionar movimento para que a noiva possa ter total liberdade;
  • O responsável pelo Studio 8 e Meio recomenda procurar boas referências para quando forem conversar com os fotógrafos e videomakers. Assim fica mais fácil transmitir o que você espera da sua sessão;

Crédito: Konrahd/Fotografia de Casamento

  • Caso os noivos desejem fotografar em espaços diferentes dentro de uma mesma cidade, é importante pesquisar bem e definir um roteiro para poupar tempo. Outra boa opção é escolher um único lugar que proporcione ambientes diferentes e explorá-lo ao máximo;
  • Apesar de ser um dia especial, evite descuidar da saúde. É importante que os noivos façam as refeições corretamente, bebam bastante água durante o dia e recorrem ao filtro solar caso haja exposição intensa em dias de calor;
  • Os noivos podem optar por fazer uma produção muito semelhante à da cerimônia. Vale lembrar que, caso a noiva deseje entrar no mar, cachoeira ou rio, é preciso pedir ao maquiador que utilize produtos à prova d’água;
  • Ao final do dia, roupas limpas e secas, toalhas de banho e sapatos podem ser necessários para que os noivos voltem confortavelmente para casa;
  • O profissional Arnaldo Belotto finaliza lembrando que é importante que o casal compareça à sessão sem amarras, livre para se divertir no dia.

Inspire-se!

Na galeria abaixo, selecionamos imagens de diferentes estilos de Trash the Dress para que você possa se inspirar na hora de planejar essa experiência inesquecível para você e o seu amor.

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