5 táticas fáceis e didáticas para perder o medo e enfrentar a ansiedade
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5 táticas fáceis e didáticas para perder o medo e enfrentar a ansiedade

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A ansiedade, cada vez mais comum em pessoas de todas as idades, é responsável por nos deixar menos felizes e produtivos. Se você é uma pessoa que vive com as angústias que só a ansiedade proporciona, já deve ter desejado secretamente que esse incômodo desapareça da sua vida de forma milagrosa. Infelizmente, é pouco provável que a questão se resolva sozinha, mas você pode fazer muita coisa para melhorar esse quadro.

O escritor Dale Carnegie, autor de livros como o best-seller “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, já escreveu sobre o assunto. No livro “Como Evitar Preocupações e Começar a Viver”, de 1948, ele explora algumas técnicas que prometem ajudar os ansiosos a ter uma vida mais leve e com menos preocupações.

Os conselhos que você vai ler a seguir foram publicados na revista Time e retirados da obra de Carnegie. O autor elaborou as dicas que você vai conhecer com a experiência que adquiriu enquanto ministrava cursos de educação para adultos em Nova York. Foi nessa época que ele percebeu que todos os seus alunos, independente da ocupação e da idade, diziam ter preocupações demais e que isso os deixava ansiosos, em constante estado de alerta e desgaste.

Carnegie entrevistou uma série de executivos, na tentativa de descobrir o que esses profissionais constantemente expostos ao estresse faziam para manter a mente em ordem. Além disso, o autor estudou conceitos de filosofia e realizou diversos experimentos. Confira a seguir cinco dicas que fazem parte do livro de Carnegie:

1 – Qual é a pior coisa que pode acontecer?

Quando a ansiedade chega e o nervosismo rouba a sua tranquilidade, as coisas se complicam, e o desespero é uma consequência quase certa. Antes de arrancar os cabelos, respire fundo e pergunte a si mesmo: qual é a pior coisa que pode acontecer?

Depois disso, prepare-se para aceitar esse cenário que tanto te assusta e, a partir daí, você já começa a pensar em como resolver o problema. Se pensarmos de modo mais frio, essa lógica é até um pouco simples.

E se você acha que falar é fácil, mas que colocar em prática é impossível, saiba que Carnegie bolou esse esquema com base em um belíssimo exemplo prático. Willis Carrier tinha uma empresa que oferecia serviço de purificação de gás. Um dia, viu que a empresa tinha feito um péssimo serviço.

Foi então que Carrier percebeu que o pior cenário naquele momento seria um prejuízo de US$ 20 mil, e ele então aceitou isso e, a partir daí, pensou em uma forma de melhorar a situação, e com um investimento de US$ 5 mil em novos equipamentos, conseguiu não apenas cobrir o buraco, mas também lucrar US$ 15 mil. Depois de algum tempo, sabe o que ele fez? Simplesmente inventou o ar-condicionado.

2 – Seja objetivo e reúna todos os fatos

Helbert Hawkes, ex-reitor da Columbia College, dizia que as pessoas não teriam tantas preocupações se fossem mais objetivas na hora de avaliar seus problemas. Ser objetivo aqui é basicamente pensar de forma racional, linear e concreta. Digamos que a sua preocupação maior é passar no vestibular. Ser objetivo aqui é fazer o que é necessário para isso: estudar, fazer anotações, dormir bem, se alimentar bem, praticar atividades físicas se possível e dar mais atenção ao conteúdo com o qual você tem mais dificuldades.

Uma boa forma de conseguir pensar objetivamente sobre as situações é fingir que elas não estão acontecendo com você. Se o vestibular é a sua preocupação, pense nele como se você estivesse dando um conselho a um amigo e, a partir daí, é possível que você consiga estabelecer um plano mais racional e objetivo.

3 – Procure soluções possíveis para o problema

Quando percebeu que o tempo que perdia em reuniões poderia ser reduzido, o então gerente-geral da Simon and Schuster, Leon Shimkin (que depois se tornou proprietário da empresa), decidiu implantar um novo sistema. Sempre que seus associados pensavam em propor uma reunião, eles deveriam preencher um memorando e responder às seguintes perguntas: Qual é o problema? Qual é a causa do problema? Quais são todas as possíveis soluções do problema? Que solução você sugere?

Dessa forma, ele conseguiu reduzir o tempo das reuniões em 75%. Segundo o próprio Shimkin, seus associados deixaram de procurá-lo com suas preocupações. O motivo? Ao fazer essas perguntas, quase sempre os associados chegavam às respostas que gostariam e resolviam os problemas.

4 – A lei da probabilidade

Este item tem a ver com a noção que precisamos ter a respeito das probabilidades de um evento específico realmente acontecer. No fim das contas, as chances são as de que suas maiores preocupações nem cheguem a se concretizar e, ansioso, você acaba se desgastando com elas à toa e perdendo tempo.

Essa questão da probabilidade é utilizada na Marinha dos EUA, por exemplo. De acordo com Carnegie, marinheiros que eram enviados para viagens em tanques de alta octanagem tinham medo de que pudessem morrer em uma explosão.

Para resolver o problema, os marinheiros recebiam os números oficiais envolvendo esse tipo de possível acidente: dos 100 tanques que foram atingidos por mísseis, 60 permaneceram flutuando e apenas 5 afundaram – nesse caso, cada tanque levou em média 10 minutos até afundar, tempo suficiente para que os marinheiros abandonassem o navio.

5 – Aplique a regra do stop-loss

O conceito de stop-loss tem a ver com o mercado financeiro e, se estudado profundamente, é bastante complexo. Tentando resumir, basicamente é uma forma de prever prejuízos financeiros no mercado de ações – mas, obviamente, podemos levar a lógica para outros setores da vida.

Digamos que você compre uma ação por R$ 100 e espere que ela tenha uma queda de valorização de R$ 5, o que a fará custar R$ 95 depois de um tempo. Para evitar o prejuízo, você pode cadastrar essa ação já custando R$ 95 em sua corretora. Se a queda acontecer da forma que você estava esperando, sua ordem de stop-loss interromperá a sua perda.

Parece complicado, não é? Talvez agora fique mais fácil: o próprio Carnegie disse ter aplicado esse princípio em sua vida pessoal. Depois de tentar escrever um livro de ficção por dois anos, sem sucesso, ele resolveu voltar a dar aulas e a escrever não ficção. Considerando que ele é autor de mais de um best-seller, nem precisamos dizer que a estratégia de recuar e evitar prejuízos maiores deu mais do que certo.

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