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De acordo com uma notícia publicada pela National Geographic, um grupo de ecologistas da Universidade Estadual da Carolina do Norte realizou um extensivo estudo para determinar que tipos de criaturas habitam os nossos umbigos, descobrindo que essas cicatrizes deixadas pelo cordão umbilical são verdadeiros ecossistemas.

Segundo a publicação, o estudo — batizado de Belly Button Biodiversity — foi realizado com 60 voluntários, que forneceram amostras dos habitantes — isso mesmo, habitantes — de seus umbigos para análise. Os pesquisadores encontraram 2.368 espécies de bactérias nas 60 amostras cedidas, das quais 1.458 podem ser desconhecidas pela ciência!

Conforme explicaram os ecologistas, alguns dos umbigos contavam com 29 tipos de espécies habitando em seus interiores, enquanto outros, presumivelmente mais sujinhos, abrigavam até 107. A quantidade média, contudo, ficou em 67 espécies diferentes, e apenas 10% dos participantes apresentaram umbigos com grande biodiversidade.

Ecossistema umbilical

Uma das bactérias resgatadas, por exemplo, somente pode ser encontrada no solo do Japão, e o dono do umbigo, curiosamente, nunca pisou naquelas terras. Outro “hospedeiro”, notoriamente avesso aos banhos, albergava um microrganismo normalmente encontrado nas calotas polares e fontes hidrotermais.

Apesar de algumas bizarrices como as descritas acima, os pesquisadores descobriram que 70% dos voluntários contavam com oito espécies de bactérias em comum, e que esses micro-organismos dominantes formavam comunidades bem numerosas.

Os pesquisadores decidiram estender o escopo da pesquisa, avaliando mais umbigos para descobrir a correlação entre as espécies de bactérias encontradas e aspectos como o local de nascimento dos hospedeiros e a constituição de seus sistemas imunológicos, por exemplo. Além disso, os pesquisadores também esperam desvendar como a presença desses microrganismos influencia a saúde de cada um.