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Coisas em que acabamos acreditando, mas não deveríamos

Há certas coisas que nos contam ao longo da vida, e acabamos acreditando… Mas não deveríamos. Pois é! Isso se aplica a diferentes áreas da vida, inclusive ao hábito da escrita e a como seguir evoluindo nessa empreitada. Para a coluna desta semana, selecionamos dois mitos que são verdadeiros clássicos! Veja só:

Mito 1: “Gramática é pura besteira; o que importa é a mensagem” 

(Fonte: Giphy)
(Fonte: Giphy)

O que dizer então de trechos/textos que se tornam ambíguos, confusos (e até incompreensíveis) por conta de concordâncias malfeitas, pontuações inadequadas, termos inadequados ao contexto etc.? 

O fato é que um texto bem escrito combina uma mensagem que é útil e um bom conhecimento do funcionamento da estrutura da língua. Com essa “fórmula”, é perfeitamente viável criar textos agradáveis e que cumpram sua função comunicativa. E, de modo geral, para isso não é preciso ser especialista. 

Mito 2: “Vírgula é pausa para respirar”

(Fonte: Giphy)
(Fonte: Giphy)

Se fizéssemos uma enquete com quem lê esta coluna, imaginamos que a imensa maioria nos contaria que ouviu em algum momento da vida escolar que o uso da vírgula acompanha pausas para respirar. 

Ora, vamos pensar o seguinte: se essa questão fosse uma verdade, atletas raramente precisariam usá-la, certo? Afinal, com uma bela capacidade cardiorrespiratória adquirida ao longo de anos de treinamento físico, a vírgula seria praticamente descartada. Já parou para pensar nisso?

Pois, então, saiba que a vírgula é um fenômeno sobretudo sintático e existe lógica para seu uso. Se você quiser se aprofundar mais nisso, uma boa fonte de consulta é o livro Só vírgula, da professora Maria Tereza de Queiroz Piacentini. 

Até semana que vem!

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Debora Capella, colunista semanal do Mega Curioso, é mestre em Estudos da Linguagem e atua nas áreas de revisão, edição, tradução e produção de textos há 15 anos.

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