Tenochtitlan: cidade asteca perdida é recriada em 3D

19/09/2023 às 09:302 min de leitura

Uma equipe de especialistas recentemente recriou com detalhes impressionantes a capital asteca, Tenochtitlan, que já foi o centro do Império Asteca até a invasão espanhola no século XVI. Pela primeira vez em centenas de anos, podemos vez com maior riqueza de detalhes como era essa belíssima cidade antes de desabar.

O projeto de reconstrução 3D, batizado de "A Portrait of Tenochtitlan" (Um Retrato de Tenochtitlan, em tradução livre), foi liderado pelo artista técnico holandês Thomas Kole. O artista e seu grupo de pesquisa passaram 1,5 anos trabalhando nesse projeto usando software de código aberto. As imagens criadas pelos pesquisadores são impressionantes e muito belas, demonstrando a cidade asteca no seu ápice e nos permitindo ver como ela se situava no mundo.

A imponência do Império Asteca

(Fonte: Thomas Kole/Divulgação)(Fonte: Thomas Kole/Reprodução)

Embora Tenochtitlan seja uma cidade de bastante relevância entre pesquisadores, ainda não está claro exatamente quando ela foi fundada. No entanto, sabe-se que ela surgiu por volta de 1325 d.C., sendo construída sobre duas ilhas situadas nas águas do que era o lago Texcoco. Segundo a lenda local, os astecas escolheram esse local após verem uma águia empoleirada num cacto enquanto comia uma cobra.

Apesar de parecer um sinal aleatório, a escolha por esse terreno teria acontecido justamente porque o deus Huitzilopochtli — o deus do sol e da guerra — teria dito para que construíssem a sua cidade justamente onde presenciassem esse sinal divino. Tenochtitlan foi projetada em uma rede quadriculada, inspirada na antiga cidade de Teotihuacán, a qual foi estabelecida nas terras altas do centro do México mil anos antes.

Thomas Kole/Reprodução(Fonte: Thomas Kole/Reprodução)

Dada a sua configuração aquática, a cidade estava ligada por uma mistura de ruas e canais que permitiam às pessoas viajar em canoas por toda a cidade e também pelos povoados mais pequenos que existiam na costa circundante. Os habitantes que entravam e saíam da cidade a pé podiam fazê-lo por meio de três calçadas que se conectavam ao mundo exterior.

No seu centro, Tenochtitlan tinha o seu grande Recinto Sagrado, que serviu como epicentro religioso para todo o Império Asteca. Era nessa região que ficava o templo Huitzilopochtli, junto com um templo ao deus Tlaloc, o deus da chuva. Essa era uma região prestigiada e também a sede da elite governante — incluindo um palácio ricamente decorado, jardins, aviários e jardins zoológicos adjacentes.

A queda de Tenochtitlan

(Fonte: Thomas Kole/Divulgação)(Fonte: Thomas Kole/Reprodução)

Ao longo de sua existência, Tenochtitlan esteve entre as maiores cidades do mundo com cerca de 200 mil habitantes no século XVI. Foi o centro do poder do Império Asteca, tanto político como econômico, pois também se beneficiou dos tributos pagos por outras regiões conquistadas.

Contudo, as coisas mudaram rapidamente quando os conquistadores espanhóis chegaram na região por volta de 1519. Os europeus, juntamente com uma aliança de tribos indígenas, sitiaram a cidade em 1521 e por lá permaneceram por cerca de 93 dias. No dia 13 de agosto daquele ano, os astecas se renderam, inaugurando um período de domínio espanhol no centro do México.

Com a chegada dos europeus, os habitantes locais rapidamente sucumbiram a doenças epidêmicas para as quais não tinham imunidade natural. Estima-se que cerca de 50% da região foi morta por varíola. Atualmente, a colossal Tenochtitlan foi coberta pela Cidade do México. Mesmo assim, projetos como o de Kobe permitem que a glória do passado seja resgatada.

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