Antigo livro prova que todo o Himalaia pode produzir gigantescos terremotos
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Antigo livro prova que todo o Himalaia pode produzir gigantescos terremotos

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O Himalaia forma a mais alta cadeia montanhosa do mundo, abrangendo cinco países (Paquistão, Índia, China, Nepal e Butão) e compondo um arco de 2,5 mil quilômetros de extensão. Além disso, o grupo é uma das formações montanhosas mais jovens do planeta, resultado da colisão das placas tectônicas indo-australiana e eurasiana.

A placa indo-australiana continua a se mover em direção ao Tibete, na China, o que significa que a região é sismicamente ativa, induzindo terremotos periodicamente. Em outras palavras, o Himalaia tem o poder de dizimar cidades do Paquistão, da Índia e de Bangladesh.

Já o Butão, localizado na mesma área, sempre foi considerado imune aos abalos sísmicos produzidos pela cadeia de montanhas. Mas um novo estudo publicado na revista Geophysical Reasarch Letters indica que toda a região é sismogênica, ou seja, capaz de produzir abalos sísmicos, inclusive abaixo do país em questão.

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Biografia de monge budista

O que motivou os cientistas da Universidade de Lausanne a fazerem esse estudo foi o fato de que, embora esteja localizado bem na região do Himalaia, o Butão jamais teve um registro sismológico – exceto um estranho terremoto em 2009.

Na tentativa de entender como as falhas geológicas abaixo do país jamais se moveram, os pesquisadores acabaram de deparando com uma biografia de um monge budista que relata um poderoso terremoto que abalou a região em maio de 1714. Infelizmente, o monge não descreveu exatamente onde isso ocorreu.

Entretanto, um estudo independente na região revelou que alguns movimentos verticais nas falhas geológicas aconteceram no Butão no período de 1642 a 1836. Combinando a descoberta com seu próprio trabalho, a geofísica György Hetényi conseguiu determinar o local do terremoto de 1714.

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Não existe lugar calmo

O abalo terrestre, que teve uma magnitude entre 7.5 e 8.5 pontos na escala Richter, ocorreu na região oeste no Butão e atingiu 300 quilômetros das montanhas, o que representa 8% de toda a cadeia.

Isso demonstra que nenhuma das partes está livre de experimentar terremotos poderosos. Além disso, o estudo descontrói o mito de que o Butão seria uma região calma em meio às turbulências no Himalaia.

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