Veja como satélites estão sendo utilizados para a preservação ambiental

Veja como satélites estão sendo utilizados para a preservação ambiental

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Vivemos numa época em que a ciência avança rapidamente. Quando novas tecnologias são desenvolvidas, possuem um objetivo inicial, mas nada impede que posteriormente elas sejam utilizadas de outras formas. Um bom exemplo é o sistema GPS, desenvolvido por militares norte-americanos nos anos 1980, mas que hoje em dia é utilizado por qualquer pessoa que possua um smartphone. Já falamos sobre ele aqui no Mega.

Satélite comercialSatélite comercial da Satellite Imaging Corporation

Dos inúmeros sátelites que orbitam o globo terrestre, alguns possuem a tarefa de registrar imagens em alta resolução. Alguns são propriedades particulares, como a Satellite Imaging Corporation, e vendem as imagens conforme solicitação; já o projeto Landsat é mantido pelo governo norte-americano e disponibiliza material gratuitamente para pesquisas.

Satélites para a preservação ambiental

Através das imagens obtidas por esses satélites, pesquisadores estão conseguindo realizar estudos que antes seriam impossíveis, dados os custos envolvidos em tal empreitada. Além da questão financeira, imagine a estrutura mobilizada para se deslocar mensalmente a um lugar ermo como a Antártida e realizar a contagem de integrantes de uma colônia de pinguins-imperadores — algo bem trabalhoso.

Com a alternativa de utilização de imagens atualizadas obtidas via satélite, esse tipo de análise se torna trivial, tanto que o uso desse recurso tem sido feito também em zonas de confito, densamente populadas ou simplesmente grandes demais para uma análise no local.

Bacurau-norte-americanoBacurau-norte-americano (Common Nighthawks)

Como exemplo temos a pesquisadora Janet Ng, da Universidade de Alberta, no Canadá. Ela estuda bacuraus-norte-americanos, aves que migram anualmente da América do Norte até a Argentina, e através de imagens de satélites consegue cobrir todo o caminho percorrido pelos pássaros. Segundo ela, são analisados 300 mil quilômetros quadrados de área durante a pesquisa, o que seria inviável caso o sistema de imagens não existisse.

Pinguins-imperadoresPinguins-imperadores em imagem capturada via satélite

Essa é a primeira vez que esses pássaros são monitorados, e a combinação no uso de tags GPS fixadas em alguns animais e as imagens de satélite tem tornado possível o acompanhamento de todo o caminho percorrido pelos pássaros em migração.

Como se possuir imagens não fosse o suficiente, foram desenvolvidos softwares que identificam os animais nas fotos. "Por maior que seja a resolução das imagens, os animais acabam aparecendo como alguns pixels na imagem, mas com o algoritmo correto é possível fazer com que um programa diferencie pinguins de neve ou gelo", disse Michelle LaRue, uma das pesquisadoras que também utiliza essas imagens em suas pesquisas.

AlbatrozExemplo de como o software enxerga um albatroz

Considerando a influência cada vez maior das atividades humanas no meio ambiente, esse tipo de recurso tende a ser cada vez mais importante para que a natureza não seja danificada de forma irreversível. Dando a mesma importância para pinguins da Antártida e pássaros com longas rotas migratórias, tudo facilitado pelo uso da tecnologia, provavelmente nosso futuro possa ser um pouco melhor.

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