Qual raça de cachorro se sai melhor como cão de guarda rural?

Qual raça de cachorro se sai melhor como cão de guarda rural?

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Assim como o que acontece entre nós, humanos, nossa relação com cachorros sempre possui algum motivo. Na maior parte das vezes, incluímos um peludo na família pelo simples fato de ele ser fofinho e engraçado, sem nos preocuparmos tanto com a raça, pois até os cães mais assustadores visualmente podem ser extremamente carinhosos.

Em alguns casos, porém, é necessário que o companheiro se imponha em momentos de tensão, protegendo seu dono ou a casa onde mora  e aí não adianta optar por um pinscher, pois provavelmente as coisas não vão funcionar como deveriam.

Quando se pretende assustar possíveis invasores de uma casa na cidade, é preciso ter porte e uma cara nada amigável, sempre aliados a um treinamento apropriado para que acidentes sejam evitados. Essa combinação pode ser imbatível no ambiente urbano; mas, e quando o cão precisa proteger um rebanho de ovelhas?

Cães de pastoreio

A utilização de cães em fazendas é algo que facilita muito a vida dos responsáveis por rebanhos. Nessas situações, existem diversos riscos a que um ser humano não precisa se expor nem teria condições de enfrentar sozinho. Para esse serviço, algumas raças são mais efetivas quando o assunto é organizar os animais, enquanto outras são especialistas na proteção de todos.

Por isso, pesquisadores do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos listaram as melhores raças para se utilizar na proteção de rebanhos, visto que conseguem ser gentis com os animais da propriedade e os seres humanos.

Os dados utilizados para a elaboração do estudo foram obtidos de 120 cachorros responsáveis por rebanhos em vários estados dos EUA. Após alguns anos de análise dos registros, três raças se sobressaíram nos cuidados com os animais da fazenda. São eles o cão de gado transmontano português, o karakachan búlgaro e o kangal turco (da esquerda para a direita na imagem abaixo).

Não se engane pela pelagem fofa e cara amigável, pois esses cães são excelentes protetores, mantendo lobos e coiotes longe das ovelhas. Eles são animais grandes, pesando aproximadamente 64 quilos, mas desempenham de forma primorosa suas funções. Os portugueses são muito ágeis e têm sua origem nas montanhas; os búlgaros acompanham pastores nômades que vivem nas montanhas desse país há tempos; e os turcos possuem um instinto natural para o pastoreio.

Essas novas raças foram introduzidas em fazendas dos EUA nos anos 1990, após as utilizadas anteriormente (pastor-da-anatólia, pastor-maremano-abruzês e akbash) começarem a morrer por ataques de lobos — o que desencadeia uma sequência de problemas.

Junto com um cachorro de pastoreio morto, também aparecem ovelhas atacadas, pois não existe ninguém para protegê-las. Isso faz com que as autoridades cacem os lobos, aumentando o número de vítimas. Quando os animais de trabalho desempenham seu papel, os animais selvagens acabam procurando outras opções de alimentação, e todos vivem sem problemas.

Vale ressaltar, porém, que por mais que essas três raças tenham se saído muito bem, cada uma possui uma característica predominante. Segundo Julie Young, bióloga e pesquisadora que trabalha no Departamento de Agricultura dos EUA, os karakachans se sobressaem na vigilância, os kangals investigam muito mais possíveis perigos, e os cães de gado conseguem avaliar de forma mais eficiente um perigo em potencial.

Por isso, Young sugere que sejam utilizadas diversas raças na rotina, para que cada uma se responsabilize por uma parte das tarefas. No fim das contas, assim esses cães desempenham as funções que estão em seu instinto, levando uma vida de trabalho e gastando toda a energia que possuem da melhor forma possível. 

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