Britânica de 6 anos acha mensagem de socorro em cartão de Natal

Britânica de 6 anos acha mensagem de socorro em cartão de Natal

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Florence, uma britânica de 6 anos, ficou espantada ao encontrar um pedido de socorro em um cartão de natal comprado pelos seus pais na rede de supermercados Tesco, em Londres. "Somos prisioneiros estrangeiros na prisão de Qingpu, em Xangai, China", era o que estava escrito no cartão estampado com um gatinho usando gorro de Papai Noel. "Forçados a trabalhar contra a nossa vontade. Por favor, ajude-nos e notifique organizações de direitos humanos.".

De acordo com o jornal Sunday Times, uma porta-voz da Tesco declarou que a empresa estava “chocada” com o corrido e que a venda dos cartões estava suspensa. Além disso, também revelou que a rede possui um intenso sistema de fiscalização direcionado aos seus fornecedores — uma forma de (tentar) garantir que todos sejam éticos. A Tesco afirmou, inclusive, que possui regras contra o trabalho na prisão.

A fábrica responsável pelos cartões se chama Zheijiang Yunguang Printing e ela teria passado por uma fiscalização independente em novembro, mas nada pareceu suspeito. Ainda de acordo com a porta-voz da rede de supermercados, essa situação implicaria na quebra de contrato “imediata e definitiva”.
 

(Fonte: Dominic Lipnski/Reprodução)

Seguindo as pistas

De acordo com a mensagem, quem recebesse o cartão, deveria contatar “Peter Humphrey”. O pai da menina, Ben Widdicomb, descobriu que tratava-se de um jornalista que já esteve preso na China em 2013 e em 2014 após violar leis chinesas enquanto trabalhava pela empresa britânica GlaxoSmithKline (GSK) no país. 

Humphrey, que cumpriu parte de sua sentença em Qingpu, conseguiu contatar os presos que confirmaram estar sendo obrigados a confeccionar cartões natalinos. “Existem injustiças no mundo e pessoas em situação difícil, e sabemos disso pelo que lemos todos os dias. Mas há algo especial nessa mensagem chegar à nossa casa no Natal, que realmente a torna muito comovente e muito poderosa.”, disse Ben Widdicomb à BBC. 

Declaração da China

(Fonte: Tecmundo/Reprodução)

Após a divulgação da notícia pelo jornal britânico Sunday Times, o governo da China negou nesta segunda-feira (23) que seus prisioneiros eram vítimas de trabalho forçado. “Posso afirmar de maneira responsável que, depois de procurar informações nos departamentos correspondentes, a penitenciária de Qingpu em Xangai não tem presos estrangeiros que façam trabalhos forçados”, afirmou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores de Pequim, Geng Shuang.

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