Vítima de assassinato é identificada como o 'rei do spam' judeu neonazista

Um mistério que já durava três anos foi parcialmente solucionado nos EUA. Em 2017, um cadáver incinerado foi encontrado em um carro. Desde então, a polícia tentava descobrir quem era a vítima, que agora foi identificada como Davis Wolfgang Hawke, um homem que ficou famoso por negar suas origens judaicas e se tornar um neonazista.

A autópsia de Hawke identificou que o homem havia sido morto a tiros antes de ser queimado. A dificuldade em descobrir a identidade do cadáver aumentou devido aos diferentes nomes que Hawke teve durante sua vida.

(Integrated Homicide Investigation Team/Reprodução)
(Integrated Homicide Investigation Team/Reprodução)

Hawke, na verdade, era Andrew Greenbaum, que passou a infância como judeu, mas que resolveu mudar de nome e se identificar como nazista. Além disso, no Canadá, ele era conhecido por Jesse James.

Foi graças a um jornalista investigativo chamado Brian McWilliams que a polícia descobriu que os homens com nomes diferentes, na verdade, eram o mesmo. McWilliams é autor do livro Spam Kings ou Reis do Spam, e descobriu mais sobre o passado da vítima em conversas com a família.

Greenbaum cresceu em um bairro de classe alta em Boston e era um prodígio do xadrez, mas que recebia constantes ameaças por seu judeu. “Em algum momento, ele simplesmente se apaixonou por essa noção da supremacia branca”, disse McWilliams.

(Facebook/Reprodução)
(Facebook/Reprodução)

Greenbaum passou a ganhar dinheiro online dando golpes por meio da venda de pornografia, medicamentos e joias. Foi então que ele mudou seu nome para Davis Wolfgang Hawke e começou sua ligação com a extrema-direita.

Pouco depois, ele ficou conhecido como “Rei do Spam” ao disparar diversas propagandas indesejadas online, e, de acordo com seu pai, Hyman Greenbaum, chegou a faturar mais de US$ 300 mil por ano, cerca de R$ 1,6 milhão.

Em 2005, ele enfrentou um processo da AOL devido a seus spams. Hawke teria que pagar US$ 12,8 milhões, aproximadamente R$ 68 milhões, para a empresa, mas ele acabou fugindo dos EUA.

(Spam Kings/O'Reilly Media/Reprodução)
(Spam Kings/O’Reilly Media/Reprodução)

Antes da fuga, ele teria escondido toda sua riqueza em ouro e platina no quintal de sua residência. A AOL chegou até ganhar na justiça o direito de desenterrar o tesouro, porém, nunca encontrou nada.

Agora, tanto tempo após seu desaparecimento, finalmente a polícia conseguiu encontrar seu paradeiro, porém os motivos que o levaram a ser assassinado ainda permanecem obscuros.

Você sabia que o Megacurioso está no Instagram, Facebook e no Twitter? Siga-nos por lá.