Abrigo resgata e reabilita cães com deficiência na Tailândia

Por mais triste que seja, o número de cachorros abandonados pelas ruas é muito grande, e essa realidade é especialmente comum em alguns lugares. Apesar disso, algumas pessoas arregaçam as mangas e organizam meios para ir contra tal tendência, contribuindo para que os cães tenham uma vida melhor.

Um exemplo é o chef sueco Michael J. Baines, que em 2011 decidiu criar na província de Chonburi, na Tailândia, um abrigo chamado The Man That Rescues Dogs (“O homem que resgata cães”, em tradução livre). 

O projeto começou de forma simples, mas aos poucos foi crescendo. Em 2019, foi adicionada uma clínica veterinária e de reabilitação que atende gratuitamente. “Para nós, é mais importante termos animais saudáveis, vacinados e castrados na comunidade do que lucrar em cima disso”, explica o coordenador, Christopher Chidichimo.

Cães recebem uma segunda chance

No momento, uma equipe de 30 pessoas é responsável por cuidar de 600 cachorros, o que inclui aspectos como limpeza, alimentação, passeios, cuidados clínicos e fisioterapia. Chidichimo conta que o maior desafio tem a ver com as diferentes situações graves que surgem todos os dias e exigem flexibilidade.

O abrigo tailandês oferece aos cães o tratamento clínico e emocional necessário para que possam desfrutar melhor da vida e ser adotados. Aqueles com deficiência — geralmente causadas por acidentes — recebem também auxílio específico, como cadeiras de roda e treinamento, para aprender a se moverem novamente. As imagens são emocionantes!

(Fonte: Reuters/Athit Perawongmetha/Reprodução)
(Fonte: Reuters/Athit Perawongmetha/Reprodução)

Embora resgatar, tratar e recuperar animais abandonados seja algo trabalhoso tanto física quanto mentalmente, Chidichimo ressalta que é bastante recompensador também. “Sem dúvidas, a melhor parte é poder dar a esses cães a segunda chance que eles merecem. Ver um cachorro com deficiência usando a cadeira de rodas pela primeira vez, correndo livre e feliz, é uma das melhores coisas de todo o processo.”

(Fonte: Reuters/Athit Perawongmetha/Reprodução)
(Fonte: Reuters/Athit Perawongmetha/Reprodução)

O abrigo depende totalmente de ajuda voluntária para manter o trabalho realizado, que custa mais de US$ 1,3 mil por dia para seguir operando. Infelizmente, a pandemia de coronavírus gerou uma queda de 40% nas doações e preocupa os responsáveis, que tiveram que suspender uma campanha mensal de castração de animais abandonados.

Caso você tenha interesse, pode ver tanto no Facebook quanto no Instagram mais detalhes sobre as transformações proporcionadas pela organização.

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