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A história por trás de 3 fotografias famosas

Em 16 de novembro de 1985, o fotógrafo francês Frank Fournier registrou os últimos momentos de Omayra Sánchez, a colombiana de apenas 13 anos, vítima da erupção do vulcão Nevado del Ruiz, que ficou 60 horas soterrada com água até o pescoço.

A foto ficou mundialmente famosa pela maneira como os olhos da garota ficaram vermelhos devido às infecções, entrando para a lista das 100 maiores captura da História da revista Times.

Descobrir e sinalizar a história por trás de uma fotografia têm sido essencial para revelar contextos históricos, desmistificar invenções populares e expôr realidades.

1. O macaco de Loys

(Fonte: Skeptoid/Reprodução)(Fonte: Skeptoid/Reprodução)

Acredita-se que foi em 1917 que o geólogo suíço François De Loys fez o registro bizarro de um macaco humanoide considerado agressivo, que encontrou nas selvas da fronteira entre a Venezuela e Colômbia.

Ele teria matado a criatura a tiros e, em seguida, a colocou sentada para fotografá-la, como é possível ver acima. Por muitos anos, foi usada, inclusive por De Loys, para incentivar a exploração científica de criaturas selvagens que sofreram mutações e permaneciam desconhecidas aos humanos.

Só depois de muito tempo que os historiadores conseguiram decifrar que a espécie morta pelo geólogo pertencia à família dos macacos-aranha do hemisfério ocidental, e que não tinha nada de anormal.

Em uma carta enviada pelo Dr. Enrique Tejera a uma revista científica venezuelana, ele alegou que trabalhou com De Loys e que o macaco da fotografia não era selvagem, mas sim de estimação do geólogo, o que facilitou para que os historiadores conseguissem chegar à verdade.

2. O Leatherman

(Fonte: Your Choice Way/Reprodução)(Fonte: Your Choice Way/Reprodução)

As fotos sempre mostram um homem vestido da cabeça aos pés em couro que ele mesmo dizia pesar 27 quilos. Para todas as pessoas que encontrou ao longo do seu caminho, inclusive o próprio fotógrafo, ele nunca disse seu nome, apenas que estava andando. Sempre andando. 

O Leatherman, como ficou conhecido, teria caminhado até nos dias mais quentes do verão durante 30 anos de sua vida, chegando a percorrer 160 mil quilômetros até o dia de sua morte, em 1889.

A figura de aparência desgastada e cansada, que ia além do quanto estava caminhando, chegou a visitar 40 cidades pela Nova Inglaterra, parando em casas por não mais que 5 ou 10 minutos, para comer ou beber algo, indo passar suas noites em cavernas ou cavidades naturais.

(Fonte: NPR/Reprodução)(Fonte: NPR/Reprodução)

As testemunhas alegaram que ele falava pouco ou quase nada de inglês, mas o seu trajeto era o mesmo. Todos sabiam a hora que ele passaria, ou até mesmo quando. Algumas escolas chegaram a recompensar os alunos com folga no Dia do Homem do Couro, se saíssem para encontrá-lo e o oferecer comida.

Surgiram inúmeras histórias a respeito de sua vida pregressa e o motivo pelo qual ele caminhava tanto, mas todas foram desbancadas. Em 2011, após anos de conspiração, estudiosos foram até o local de descanso do Leatherman para exumar seu corpo com o propósito de enterrá-lo em um cemitério adequado, além de fazer uma coleta de DNA, na esperança de obter alguma pista sobre sua identidade.

Contudo, para espanto de todos, o túmulo estava vazio.

3. Múmias à venda

(Fonte: Rare HIsotrical Photos/Reprodução)(Fonte: Rare HIsotrical Photos/Reprodução)

Em um dos retratos mais hediondos da exploração histórica, essa foto foi tirada em 1865, e mostra um comerciante de rua vendendo múmias do lado de fora das pirâmides do Egito. Naquela época, logo após a conquista do país por Napoleão Bonaparte, que abriu as portas para a invasão dos povos europeus, as múmias não eram reconhecidas como produto imaterial da história da humanidade.

Portanto, o que aconteceu foi a compra e venda desenfreada por ambulantes e membros da elite europeia para serem usadas das maneiras mais fúteis possíveis, como em festas e confraternizações que aconteciam no século XVIII.

Existiam até mesmo as festas em que os convidados deveriam desembrulhar as múmias diante de uma plateia de pessoas ricas e barulhentas que aplaudiam e celebravam a destruição de parte substancial da História de maneira efusiva. 

Ainda nesse período, os restos dos antigos egípcios foram moídos em pó e consumidos como remédio medicinal, servindo também como fertilizante durante a Revolução Industrial que acontecia na Grã-Bretanha, combustível para locomotivas e até na indústria de fabricação de papel ao serem exportadas para os Estados Unidos.

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