Primo pré-histórico dos tubarões tinha dentes em forma de serra em espiral
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Primo pré-histórico dos tubarões tinha dentes em forma de serra em espiral

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Se você considera os tubarões atuais criaturas assustadoras, imagine só se hoje em dia ainda existisse um parente pré-histórico desses peixões, cuja mandíbula tinha o formato de uma serra circular em espiral capaz de fatiar completamente as suas presas! Segundo a BBC, esse animal assustador — conhecido como Helicoprion — habitou os mares há 270 milhões de anos, e contava com meros 8 metros de comprimento.

De acordo com a publicação, os fósseis de Helicoprion já haviam sido estudados anteriormente, e havia mais de um século os que cientistas vinham debatendo sobre como o peixão pré-histórico utilizava os dentes, e de que forma eles ficavam dispostos dentro da boca do animal. Entretanto, pesquisadores da Universidade Estadual de Idaho realizaram novas análises, desvendando o mistério sobre como a criatura utilizava a incrível mandíbula.

Serra de 360°

Fonte da imagem: Reprodução/Discovery News

A equipe utilizou imagens obtidas através de tomografias computadorizadas para criar um modelo digital do Helicoprion, a partir de uma estrutura de 23 centímetros e 117 dentes. Os pesquisadores descobriram que, na verdade, o animal era mais próximo das quimeras do que dos tubarões, e que os dentes em espiral estavam conectados à parte inferior da mandíbula, no fundo da boca.

Assim, em vez de possuir língua, a criatura contava com uma espiral de dentes dentro da boca, e apenas cerca de uma dúzia deles ficava à mostra. Conforme o Helicoprion fechava a boca, essa estrutura em espiral girava em direção ao fundo, dilacerando qualquer presa que tivesse sido capturada pelo animal. Além disso, os dentes eram bem estreitos, longos, triangulares e pontiagudos, com extremidades serrilhadas semelhantes a pequenas facas.

Os pesquisadores também acreditam que, ao contrário dos tubarões atuais, que perdem e substituem os dentes constantemente, o Helicoprion mantinha os seus constantemente. E devido ao fato de que essas estruturas mostrem poucos sinais de desgaste ou danos, os cientistas concluíram que essas criaturas provavelmente se alimentavam de animais como as lulas.

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