(Fonte da imagem: Reprodução/El Mundo)

Todos nós acompanhamos o acidente nuclear de Fukushima, que envolveu explosões, vazamentos e falhas que culminaram em uma zona radioativa que permanecerá contaminada por várias décadas. Embora tudo tenha sido iniciado devido ao terremoto e subsequente tsunami, o governo japonês divulgou um relatório oficial no qual admite que a responsabilidade, contudo, não é da natureza, mas sim dos humanos e da própria cultura japonesa.

De acordo com o El Mundo, o acidente de Fukushima poderia ter sido previsto e evitado. Segundo o relatório, o governo — passado e atual —, assim como os reguladores e a companhia de energia TEPCO, responsável pela usina, falharam em seu dever de proteger a vida das pessoas e da sociedade ao assegurar que a planta estava preparada para enfrentar fortes sismos.

Além disso, conforme publicou o The Washington Post, os redatores do relatório acreditam que as causas fundamentais do acidente foram, na verdade, as arraigadas convenções culturais japonesas, tais como a sua obediência reflexiva, sua relutância em questionar a autoridade, sua devoção em se manter fiel ao programa estabelecido, sua insularidade e seu “grupismo”.

Cultura japonesa e negligência

Após o terremoto e o tsunami que atingiram o Japão no ano passado, os seis reatores da usina ficaram muito danificados devido a problemas com seus sistemas de refrigeração, que provocaram fusões e vazamentos de radioatividade. Entretanto, uma infinidade de erros e negligências com respeito às medidas de segurança vieram à tona, deixando claro que o acidente ocorrido após o sismo não pode ser considerado como um desastre natural.

Aproximadamente 80 mil pessoas seguem evacuadas em um raio de 20 quilômetros ao redor da usina, enquanto milhares de funcionários seguem trabalhando em Fukushima para evitar infiltrações e remover o combustível nuclear, em uma tarefa que pode levar até 4 décadas para ser concluída.

Fontes: El Mundo e The Washington Post