Top Secret: 8 operações secretas dos EUA que já não são mais secretas
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Top Secret: 8 operações secretas dos EUA que já não são mais secretas

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Os Estados Unidos estão repletos de teorias de conspiração em relação ao exército e ao governo, sendo que muitas pessoas gostam de investigar, divulgar e sempre manter esses mistérios bastante vivos.

Apesar de existirem algumas teorias bem fantasiosas sobre bases secretas e projetos do governo (como os testes com alienígenas na Área 51), existem fatos que já se tornaram públicos e que foram bastante reais. O site ListVerse listou alguns desses projetos, sendo que uns se tornaram realidade e outros não – se você souber de outros projetos parecidos com esses, compartilhe conosco nos comentários. Veja abaixo alguns dos casos escolhidos (como você vai perceber, muitos deles se passam no período da Guerra Fria):

8 – Projeto Nutmeg

O Projeto Nutmeg deu origem à Área de Testes de Nevada, local dos Estados Unidos em que foram realizados vários testes nucleares nos anos 50. É justamente nessa região que encontramos a famosa Área 51, que por si só já está cercada pelos mais variados mitos.

Testes nucleares foram realizados no Oceano Pacífico e na Área de Testes, porém principalmente nesse território de Nevada (um local desértico e remoto, sem olhos curiosos por perto). Além de ser um local de testes atômicos, as bases militares em Nevada permitiam exercícios de treinamento para os soldados enviados à Segunda Guerra Mundial. Hoje, inúmeras pesquisas militares também são feitas no local.

7 – Projeto Aquiline

Esse projeto começou nos anos 60 e foi responsável pelo desenvolvimento do drone Predator, um dos primeiros veículos aéreos controlados remotamente pelo homem (e que evoluiu até se tornar o modelo atual que está operando no Oriente Médio). O Projeto Aquiline teve início com o objetivo de investigar uma misteriosa embarcação da União Soviética que navegava pelo Mar Cáspio, batizada de Monstro Cáspio. Apesar de inúmeros testes terem sido feitos com o veículo, a CIA acabou cancelando o projeto por motivos não divulgados.

6 – Projeto Ornithopter

A CIA tentou desenvolver drones com aspectos de animais com esse projeto, algo que falhou terrivelmente, já que várias foram as tentativas, apesar de todas elas se mostrarem frustradas. O conceito original do projeto foi criar um drone como se fosse ele um pássaro, capaz de voar e se infiltrar em regiões pequenas para fotografar e gravar conversas (algo que se mostrou inviável).

Outro drone foi projetado para se parecer com um corvo e registrar imagens no escuro – inclusive, um terceiro modelo foi cogitado, de um drone do tamanho de libélulas. Infelizmente, os projetos não puderam ser desenvolvidos adequadamente, sendo que o pessoal da CIA optou por escolher pássaros reais com câmeras acopladas para gravar imagens. Para infortúnio dos desenvolvedores, os pássaros se cansavam do peso das câmeras e voltavam à base de treinamento. Por isso, o projeto foi cancelado.

5 – Projeto 57

Esse foi um projeto que ocorreu dentro da Área de Testes de Nevada. O objetivo aqui foi conduzir testes que simulassem quedas de aviões que carregavam bombas atômicas e que liberariam materiais radioativos no meio ambiente. Como os militares perceberam que mais materiais atômicos estavam sendo transportados por aeronaves, o que aumentou consideravelmente o risco de acidentes atômicos no país, os testes foram necessários para prevenção das futuras consequências.

Um acidente aéreo nuclear realmente foi simulado em todo o território do Projeto 57, sendo que os cientistas puderam estudar como as partículas radioativas, especialmente o plutônio, agiram na região – e as medidas que poderiam ser tomadas se tal acidente ocorresse de fato em áreas urbanas.

4 – Dr. Freezelove

Esse não foi um projeto secreto, porém uma missão especial operada pelos Estados Unidos. Em 21 de janeiro de 1968, um incêndio começou no avião B52G, que estava sobrevoando as águas da Groenlândia em missão secreta da CIA. Devido ao incêndio, ele colidiu com o gelo e o impacto espalhou diversas bombas na região (incluindo, três bombas atômicas). Podemos dizer que esse foi o Projeto 57 que se tornou verdade.

Depois do acidente, o exército dos Estados Unidos enviou equipes especiais para recolher os destroços e tentar coletar o material atômico – que caiu debaixo das crostas de gelo. Infelizmente, menos de 50% do material radioativo foi recuperado e muitos quilômetros estão contaminados por plutônio até hoje. É de imaginar o que existe por lá hoje...

3 – Operação Morning Light

Essa foi outra operação secreta em que os militares limparam destroços atômicos. Dessa vez, o alvo foi o satélite espião russo, o Cosmos 954. Depois de enfrentar dificuldades para entrar em órbita adequadamente, foi identificado que o Cosmos 954, fortemente enriquecido com altas quantidades de urânio em seu interior, estava prestes a cair do céu a qualquer momento – e em alguma região do hemisfério norte.

A CIA começou a monitorar o Cosmos 954 para tentar identificar o possível local de queda dele, sendo que nada foi divulgado para a população sobre o iminente risco. Esse satélite com reator nuclear foi considerado um verdadeiro perigo e, dependendo de onde ele caísse, muitas mortes poderiam ocorrer. Em 1978, o NEST (Nuclear Emergency Search Team) acompanhou o satélite minuto a minuto para identificar o local de queda – e o satélite felizmente colidiu em uma região de tundra do Canadá.

Destroços nucleares foram espalhados por toda a região, sendo que inúmeros especialistas, vans e caminhões foram enviados ao local para coletar os materiais (todos devidamente disfarçados para não causar alarde). Depois de meses de coletas, aproximadamente 90% do material do Cosmos 954 foi recolhido e a região foi isolada devido à radiação.

2 – Projeto Kempster-Lacroix

A Oxcart foi a primeira aeronave desenvolvida pelos Estados Unidos com o objetivo de ser totalmente invisível aos radares e passar despercebida pelo espaço aéreo de outros países – em outras palavras, uma aeronave espiã. Apesar de não ser 100% invisível aos olhos inimigos, a aeronave sobrevoou os territórios de Cuba para tentar identificar mísseis que poderiam ter sido deixados lá pela União Soviética.

O projeto Kempster-Lacroix teve como objetivo ampliar os poderes da Oxcart, algo que foi feito através de dois canhões de elétrons instalados em cada lado da aeronave. Quando fossem disparados, eles confundiriam os radares dos inimigos e tornariam o veículo 100% invisível. Contudo, as radiações emitidas por eles matariam o piloto. Mesmo assim, os cientistas desenvolveram um tipo de escudo para os pilotos usarem. Porém, o equipamento, de tão pesado que ficou, se tornou inviável para ser vestido e o projeto foi cancelado.

1 – Projeto Teak e Orange

Provavelmente, esse foi um dos projetos militares mais desnecessários já criados pelos Estados Unidos – como muitos cientistas americanos afirmaram depois. O Teak e o Orange foram dois dispositivos nucleares massivos que foram detonados na atmosfera superior da Terra (em outras palavras, no próprio céu), em um atol localizado no Oceano Pacífico.

O objetivo desses testes foi fornecer aos Estados Unidos dados de comparação, já que os militares queriam saber se os mesmos testes haviam sido feitos pela União Soviética. Pode parecer estranho para nós imaginar dispositivos nucleares explodindo no céu (com permissão do governo), porém no período da Guerra Fria os Estados Unidos e a União Soviética disputavam conhecimento científico também.

Não é nem preciso comentar que milhares de quilômetros da região foram contaminados e prejudicados até hoje. Um dos engenheiros responsáveis afirmou anos depois que os americanos "quase explodiram um buraco na camada de ozônio" com esses testes. De modo geral, o Oceano Pacífico possui diversos pontos que sofreram fortes testes nucleares – e que até hoje exibem resquícios dessas explosões.

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