Será que é possível dirigir rápido o suficiente para não ser pego no radar?
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Será que é possível dirigir rápido o suficiente para não ser pego no radar?

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A saída mais fácil para se livrar de uma multa de trânsito certamente é respeitar os limites de velocidade. Mas se você já se pegou pensando em dirigir bem rápido diante de um radar para ver se conseguiria passar ileso, saiba que você não é o único a imaginar esse tipo de coisa.

Quatro alunos do curso de Física da Universidade de Leicester, na Inglaterra, conduziram um estudo e concluíram que se um motorista passasse bem rápido por um radar, ele poderia fazer com que a placa do seu veículo ficasse invisível para as câmeras.

Fonte da imagem: Shutterstock

Mas se você acabou de ler isso e ficou feliz em saber que sua ideia fazia sentido, aqui vai uma má notícia: para conseguir driblar os radares o carro precisaria estar a mais de 191 milhões de km/h para que a câmera não conseguisse capturar a imagem da placa. E como esse número absurdo equivale a 1/6 da velocidade da luz, nenhum veículo que conhecemos seria capaz de alcançá-lo.

Mas como isso acontece?

Os alunos do Departamento de Física e Astronomia chegaram a essas conclusões depois de fazer uma série de cálculos para o trabalho de conclusão anual da instituição. O Efeito Doppler – fenômeno físico em que as frequências da luz ou do som que emanam de um objeto aumentam ou diminuem quando ele se move no mesmo sentido ou em sentido contrário do observador – serviu de base para o estudo.

O melhor exemplo desse efeito no nosso dia a dia é o som da sirene de uma ambulância. Porém, o fenômeno também ocorre com a luz, fazendo com que aconteça uma mudança de cor quando um objeto está se afastando rapidamente. Quanto maior a velocidade, maior será a alteração na frequência.

Fonte da imagem: Shutterstock

Teoricamente, isso significa que seria possível que a luz da placa de um veículo em alta velocidade mudasse sua frequência de maneira que as câmeras dos radares não conseguissem identificá-la. Vale notar que para chegar a essas conclusões os alunos consideraram equipamentos que funcionam em um espectro de cores semelhante ao olho humano e placas de carros amarelas, porque elas são mais comuns na Inglaterra.

“Nossa mensagem para os motoristas é que não faria o menor sentido tentar utilizar esse método para se livrar de uma multa por velocidade”, finaliza o Dr. Mervyn Roy, professor da instituição responsável pela pesquisa.

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