Vermes brilhantes transformam teto de cavernas em cenário de outro mundo
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Vermes brilhantes transformam teto de cavernas em cenário de outro mundo

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Os verdadeiros amantes da fotografia sabem que muitas vezes é preciso que os fotógrafos passem por muitos apuros e uma boa dose de sofrimento para conseguir capturar os momentos mais impressionantes da natureza. No caso de Joseph Michael, o desafio foi passar períodos de várias horas parado dentro da água congelante das cavernas de calcário da Nova Zelândia para produzir as imagens que você pode ver ao longo deste texto.

Usando longos períodos de exposição, o profissional conseguiu traduzir a sensação mágica que marca a experiência de quem explora o local, iluminado unicamente pela presença de vermes bioluminescentes da espécie Arachnocampa luminosa. “Ficar de pé na água fria por horas sem fim acaba cansando bem rápido, mas vale a pena quando você vê os resultados”, afirmou o fotógrafo em entrevista ao Verge, falando sobre a série que intitulou Luminosity.

“O barulho da água em movimento se amplifica nas cavernas e fica parecendo um murmúrio constante. Depois de passar a noite dentro fotografando, o barulho dos pássaros e insetos parecem bem amplificado quando você sai”, disse Michael. O fotógrafo decidiu capturar as imagens dos vermes brilhantes como uma forma de descansar de outro projeto de longo prazo, mas admite que os resultados tornaram seu novo trabalho “um pouco viciante”.

Como se faz

Para conseguir fazer as fotos, Michael explorou diversos sistemas de cavernas na Nova Zelândia, alguns deles formado há mais de 30 milhões de anos. “A preparação é bem simples [...] eu usei a Nikon D810, que acho ser a melhor câmera para fotografia noturna em alta resolução. Dependendo de quão perto você está dos vermes brilhantes e da quantidade deles, o tempo de exposição variou de cinco minutos até uma hora”, explicou.

Michael ressalta, no entanto, que algumas das fotos foram “iluminadas criativamente com uma luz LED suave”, mas reforça que todos os pontos luminosos visíveis são dos bichinhos. Agora, o fotógrafo planeja transformar a série em uma exibição multimídia completa, incorporando vídeos de time-lapse e ouras formas de bioluminescência.

“As cavernas são um lugar tão épico de se visitar, e ver os vermes brilhantes com seus próprios olhos é uma experiência incrível. É como olhar para um céu estrelado. Eu não conheço muitos humanos que não gostam de observar estrelas”, brinca Michael. E você, o que achou das paisagens quase alienígenas capturadas pelo profissional? Deixe sua opinião nos comentários.

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