Você sabe o que são os atóis e como, afinal, eles se formam?

Você sabe o que são os atóis e como, afinal, eles se formam?

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Você certamente já ouviu falar a respeito dos atóis, não é mesmo? Aqui no Brasil mesmo nós temos um, o deslumbrante Atol das Rocas — que fica no litoral do Rio Grande do Norte e cuja imagem você pode ver abaixo —, e o de Bikini que, como você deve saber, serviu de palco para testes nucleares dos EUA entre as décadas de 40 e 50. Além desses, outros exemplos de atóis que existem pelo mundo são as Maldivas e Seychelles, com paisagens de tirar o fôlego.

Atol das Rocas – lindo, você não acha?

Mas, você sabe o que são os atóis afinal, e como é que esses lugares espetaculares se formam? De acordo com a definição do Dicionário Houaiss de língua portuguesa, eles são, basicamente, “recifes de forma elíptica, com laguna central, que se formam distante da costa” e, segundo o pessoal da National Geographic, também pode acontecer de um atol contar com várias ilhotas. Nesse caso, os canais presentes entre elas servem de ligação entre a laguna e o mar aberto.

Processo lento e fascinante

Apesar de a definição ser relativamente curta, o processo de formação de um atol é bastante lento e pode levar milhões e milhões de anos. Ele começa com a erupção de vulcões que se encontram no fundo do mar e que vão criando um acúmulo de lava no leito oceânico. E, conforme mais erupções vão acontecendo, a quantidade de material expelido vai aumentando até que, eventualmente, ela chega até a superfície e forma uma ilha.

Atol de Bikini

O legal é que as margens irregulares e acidentadas dessa recém-formada ilha oferecem a superfície ideal para o desenvolvimento de corais — que são organismos marinhos que possuem exoesqueletos calcários ou de matéria orgânica e que geralmente “constroem” recifes nos oceanos.

Com o passar do tempo, os corais vão formando recifes ao redor de toda a ilha bem pertinho da superfície, mas, como as ilhas compostas por rochas vulcânicas costumam ser superporosas e frágeis, o oceano vai causando a sua erosão — até que apenas reste a “redoma” de recife e uma laguna em seu interior. Você vai entender esse processo um pouco melhor com a imagem a seguir:

O recife passa a formar uma barreira que protege a laguna da ação do vento e das ondas do mar. No entanto, o processo de erosão sofrido pela ilha faz com que a água da laguna passe a apresentar uma composição química diferente (mais ácida) da água do mar aberto e, enquanto os organismos que habitam na face externa continuam a formar um ecossistema saudável, os corais que se encontram na superfície interna da barreira sofrem com essa diferença.

Com o tempo, os corais que ficam em contato com a laguna começam a se desintegrar, e os organismos que dependem deles para sobreviver acabam sendo afetados também. Depois, os exoesqueletos começam a se deteriorar — e essas transformações todas são a causa de as águas das lagunas dos atóis terem belíssimos tons de verde azulado.

Atol de Nokuoro, situado na Micronésia

Além disso, os recifes não são imunes à ação do oceano e, com o tempo, as ondas vão rompendo essas estruturas até que, eventualmente, elas sejam reduzidas a pequenos fragmentos e grãozinhos de areia. Então, essas partículas todas, juntamente com outro material trazido pelo mar e pelo vento, começam a se acumular sobre os recifes, formando ilhas e ilhotas com formato elíptico ou de anel.

Paraísos frágeis

Embora existam muitos e muitos atóis pequeninos, alguns são grandes o suficiente para serem habitados — como é o caso dos exemplos paradisíacos que mencionamos no início da matéria. Contudo, a maioria consiste em ilhas menores situadas em lugares remotos do oceano e com pouca disponibilidade de recursos naturais.

Lindíssimos e superfrágeis

Além disso, não podemos nos esquecer de que, como a qualidade do solo das ilhotas não costuma ser muito boa, o risco de que elas desapareçam por conta da erosão é constante. Infelizmente, existe ainda a questão da elevação do nível dos mares — que está fazendo com que muitos desses paraísos sumam sob águas.

Também vale lembrar que, apesar de os atóis serem lindos e atraírem muitos turistas, eles podem ser perigosos, uma vez que os recifes nem sempre são visíveis — e incontáveis embarcações já naufragaram depois de se chocar contra eles. Aliás, para os turistas que viajam o mundo em busca de lugares maravilhosos para mergulhar, esse é mais um atrativo dos atóis, já que alguns deles são famosos “cemitérios” de barcos e navios.

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