Canibal e serial killer: saiba a história macabra do verdadeiro Bicho-Papão
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Canibal e serial killer: saiba a história macabra do verdadeiro Bicho-Papão

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Fale a verdade: você já teve medo do Bicho-Papão? Ele é praticamente uma unanimidade entre os “monstros” da nossa infância, ao lado da Cuca, do Boi-da-Cara-Preta e do Homem do Saco. Mas você sabia que o Bicho-Papão existiu de “verdade”?

Bem, não é igual nas histórias em que ele se esconde embaixo da cama das crianças malcriadas: o verdadeiro foi um serial killer norte-americano, também chamado de Homem Cinzento, Lobisomem de Wysteria, Vampiro do Brooklyn e Maníaco da Lua. Mas quem foi esse cara?

Infância conturbada

Hamilton Fish nasceu em Washington DC, capital dos EUA, em 1870. Logo depois, ele mudou seu nome para Albert, o mesmo de seu irmão mais velho, que falecera. Fish também se tornou órfão bem cedo: seu pai tinha 75 anos quando ele nasceu, por isso não aguentou muito tempo e não estava mais vivo quando ele começou a aprontar suas atrocidades.

Por conta disso, Fish passou boa parte da infância em orfanatos – ele só voltou a morar com a mãe quando ela conseguiu um emprego estável. Na instituição, ele foi bastante torturado, mas aprendeu a suportar e a gostar das dores.

Depois que voltou a morar com a mãe, entretanto, Albert Fish não teve o que podemos chamar de “infância normal”. Aos 12 anos, ele foi apresentado por um rapaz à coprofagia – o ato de comer fezes. Ele também passou a frequentar banheiros públicos para ficar vendo outros meninos trocarem de roupa.

Albert Fish: de infância complicada a um dos mais temidos assassinos em série dos EUA

A prostituição e o sadomasoquismo

Na juventude, Fish começou a trabalhar com prostituição e a estuprar meninos novinhos – ele tinha preferência por menores de 6 anos de idade. Perto de completar 30 anos, ele aceitou um casamento arranjado por sua mãe e teve seis filhos com sua mulher. Isso, porém, não afetou o seu sadismo, que estava cada vez pior.

Ele largou a prostituição e se tornou pintor de casas. Só que quando ele visitou um museu de cera, acabou obcecado pela mutilação sexual. Meio que por essa época ele foi preso por furto, mas não ficou muito tempo na cadeia.

Fish acabou conhecendo um rapaz de 19 anos, Thomas Kedden, com quem teve um relacionamento extraconjugal à base do sadomasoquismo. Ao que tudo indica, o jovem Kedden tinha problemas mentais. O ápice foi quando Fish estava disposto a matar o amante: ele o levou a uma fazenda isolada, torturou-o até o limite, cortou metade de seu pênis fora, mas desistiu na última hora de matá-lo. Ao invés disso, deu 10 dólares a Kedden e o abandonou ali mesmo.

O psicopata chegou a ser preso por furto, mas foi liberado logo em seguida

Alucinações e automutilação

Em 1917, a esposa de Fish o abandonou, e ele começou a desenvolver algumas alucinações auditivas. Em uma delas, por exemplo, ele se enrolou em um tapete porque o apóstolo São João teria pedido que ele fizesse isso. Ele também começou a se automutilar – inclusive com a ajuda dos filhos, que o surravam com uma raquete cheia de pregos. O envolvimento deles em suas perversões parece ter se limitado a isso.

Uma das piores automutilações parece ter sido a vez que Albert Fish molhou um novelo de lã com fluido de isqueiro, enfiou isso em seu ânus e ateou fogo. Na emergência, também foram descobertas 29 agulhas cravadas em sua pélvis. Nessa época, ele ainda começou a tomar gosto pelo canibalismo – tanto que era comum que ele comesse carnes cruas.

Psicopata, Fish passou a sequestrar crianças, principalmente negras e/ou com deficiência mental, para torturá-las, estuprá-las e, por fim, matá-las e comer suas carnes. Pior: ele realmente acreditava que era Deus quem pedia para ele fazer tudo isso.

Raio X mostra agulhas na pélvis do serial killer

Prisão, julgamento e morte

Uma de suas vítimas se chamava Grace Budd, de apenas 10 anos. Fish a conheceu quando tentou contratar o irmão dela, Edward, de 18 anos, que procurava emprego em um anúncio de jornal. Disposto a transformar o rapaz em sua próxima vítima, Albert Fish mudou de ideia ao notar que Edward era muito maior do que ele esperava.

Só que Fish conheceu a irmã do rapaz e, dias depois de contatá-lo pela primeira vez, ele voltou à sua casa e convenceu os pais das crianças a deixarem a pequena Grace acompanhá-lo em uma suposta festa de aniversário de sua sobrinha. A menina nunca mais foi vista.

A polícia saiu à sua caça, mas só conseguiu capturá-lo 6 anos depois, em 1934, quando o próprio Fish enviou uma carta anônima aos pais de Grace detalhando todo o processo de tortura, assassinato e ingestão do corpo da menina. Na cadeia, ele assumiu a autoria de diversos assassinatos, mas foi julgado apenas pelo assassinato de Grace Budd.

O julgamento aconteceu em 1935, e Albert Fish declarou insanidade. Ele foi condenado à morte, mesmo o júri tendo acreditado em sua loucura – eles achavam que isso era irrelevante diante de tamanha crueldade. Fish foi eletrocutado em janeiro de 1936, e assim chegou ao fim a história de um dos maiores assassinos em série de crianças da história dos EUA.

Albert Fish foi eletrocutado em janeiro de 1936

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Você conhecia a história do verdadeiro Bicho-Papão?

*Publicado em 27/10/2015

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