(Fonte da imagem: Reprodução/IBM)

O núcleo de pesquisas da IBM desenvolveu um polímero capaz de destruir superbactérias — entre elas a temida SARM, que se tornou extremamente resistente e normalmente se propaga em ambientes hospitalares —, ao mesmo tempo em que não interage com as células saudáveis do nosso organismo, desintegrando-se completamente depois de agir.

Contudo, como a explicação sobre o mecanismo de ação dessas partículas é um tanto quanto técnico, o pessoal do site DVICE decidiu criar uma saga para nos ajudar a entender o que esses polímeros fazem.

A saga de Chuck Norris x Bruce Lee

A SARM — ou Staphylococcus aureus resistente à meticilina — é um tipo de bactéria que vem assombrando o pessoal dos hospitais há algum tempo. Ela causa infecções graves (as famosas infecções hospitalares) e se tornou tão resistente aos antibióticos que acabar com ela virou uma tarefa extremamente difícil.

Portanto, imagine as bactérias como sendo uma horda de seres muito, muito malignos, mestres em toda classe de arte marcial. Os antibióticos normais — ou Chuck Norris — conseguem combatê-las por algum tempo, até que apareça o mestre de todas elas — o malvado Bruce Lee, ou seja, a SARM —, capaz de derrotar o nosso “mocinho”.

O que os polímeros “ninjas” fazem é dar a Chuck Norris uma arma. E, se o nosso mocinho já era bom desarmado, combatendo todos os outros seres malignos no mano-a-mano, uma arma era tudo o que ele precisava para acabar, de uma vez por todas, com a “mestra” de todas as bactérias, independente dos seus superpoderes e da sua resistência aos medicamentos.

Assim, o que os polímeros fazem é se prender às membranas das superbactérias, fazendo com que essas se rompam completamente. Enquanto isso, eles deixam as nossas células saudáveis em paz, buscando apenas os organismos que possam nos causar danos, desaparecendo completamente depois de completarem a sua missão. Um comportamento honorável como o de verdadeiros ninjas!

Fontes: IBM e DVICE