Vítima de ataques com ácido, indiana dá conselhos de maquiagem [vídeo]
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Vítima de ataques com ácido, indiana dá conselhos de maquiagem [vídeo]

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Não precisa fazer uma busca muito detalhada na internet para descobrir uma série de blogs e canais do YouTube dedicados a dar dicas de beleza, maquiagem e cabelo. A indiana Reshma Bano Quereshi, como a maioria das mulheres de sua faixa etária, provavelmente já se deparou com esses conteúdos e talvez até já tenha seguido algumas das dicas que viu online.

Em 2014, porém, quando tinha apenas 18 anos, Reshma foi vítima de uma agressão que, infelizmente, é bastante comum na Índia. Por lá, a misoginia parece ser regra, e o fato de ser mulher, um problema ainda sem solução. Foi nesse ano que seu cunhado e alguns amigos dele jogaram ácido no rosto de Reshma, e o resultado, como você pode ver no vídeo abaixo, é trágico.

Nas imagens, ela dá dicas de maquiagem e ensina a ter um lábio perfeitamente vermelho. Ao final, o alerta: infelizmente, tão fácil quanto encontrar um batom vermelho no mercado é achar ácido concentrado, um produto vendido para limpeza e, como você pode ver, para atos de misoginia.

O vídeo acima é o primeiro de três feitos por Reshma, a convite da organização Make Love Not Scars (“Faça Amor Não Cicatrizes”, em uma tradução livre). A ideia da campanha é arrecadar assinaturas para uma petição que pede a retirada desses produtos dos supermercados indianos – você também pode assinar, se quiser, clicando aqui.

O segundo vídeo foi divulgado há dois dias. Nele, Reshma ensina as mulheres a usarem delineadores e, dessa vez, chama a atenção não para o lugar onde o produto pode ser encontrado, mas para o preço dele quando comparado com uma embalagem de ácido, que é bem mais barata do que o item de maquiagem.

Na Índia, esse tipo de crime é bastante comum. E       m 2014, foram registradas 309 ocorrências como as de Reshma. O número exato é ainda maior – de acordo com a BBC, a estimativa é a de que sejam pelo menos mil ataques com ácido por ano, a questão é que nem todos são denunciados. Até o momento do final desta publicação, a petição já conta com quase 70 mil assinaturas.

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