Viralizou: mulher compra 1º biquíni, posta foto e vira sucesso na internet
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Viralizou: mulher compra 1º biquíni, posta foto e vira sucesso na internet

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Atenção: Este texto tem também a opinião da autora.

“Eu passei os últimos 18 anos da minha vida esperando”. Assim começou o texto de Lesley Miller, que, cansada de aguardar pelo “momento certo”, resolveu postar sua primeira foto de biquíni. Para muitas mulheres, muitas mesmo, usar um simples biquíni é uma questão bastante complicada. Por quê? Porque crescemos aprendendo que biquínis são feitos para “corpos perfeitos” e “corpos sarados”; porque crescemos lendo revistas que nos doutrinam a correr atrás do “corpo certo para o verão”.

Não se encaixar nos moldes das moças das revistas, dos filmes e das novelas nos tira, automaticamente, o direito de ir à praia de biquíni, e aí crescemos escondendo nossos corpos em maiôs – ainda que muitos sejam bonitos – ou, pior ainda, em camisetões e shorts. Isso, claro, quando não optamos por deixar de frequentar praias, piscinas, cachoeiras e afins. Se não temos o “corpo perfeito”, melhor nem ir, né?

Claro que não! Tem que ir, sim!

Mary Lambert e sua barriga à mostra <3

Acontece que, felizmente, estamos ficando cada vez mais livres e, nesse ponto, a internet tem nos ajudado a ver que o mundo é feito de mulheres de todos os tamanhos e que não há nada de errado com isso. Por meio de blogs, tumblrs, páginas do Facebook, perfis do Instagram, nós, mulheres donas de corpos não perfeitos, encontramos a representatividade que nunca havíamos visto nas capas das revistas femininas – e como é bom ter com quem se identificar!

À medida que isso acontece, mais e mais mulheres passam a entender que cada corpo é um corpo, com suas medidas, suas marcas, suas histórias, e que a beleza está justamente em não pertencer a um padrão que nem mesmo existe – vale sempre lembrar que as fotos das mais belas modelos do mundo são editadas, então fica realmente difícil competir com isso.

Miller é uma dessas mulheres cheias de coragem que conhecemos graças à internet. Aos 21 anos de idade, ela resolveu comprar um biquíni pela primeira vez na vida. Em seu post, a jovem diz que passou a vida inteira dizendo a si mesma que compraria um biquíni quando fosse magra o suficiente, feliz o suficiente, confiante o suficiente e quando “meu corpo fosse do jeito que ‘supostamente’ deveria ser”.

Chega de cobrança

A dançarina - sim, dançarina - Whitney Thore

Com sobrepreso desde a infância, Miller conta que aos 7 anos de idade já frequentava as reuniões do Vigilantes do Peso, ao lado de mulheres bem mais velhas, que, assim como ela, tentavam perder alguns quilos. Depois de passar por acampamentos de perda de peso e inúmeras tentativas de emagrecimento, Miller foi a pessoa mais jovem a passar por uma cirurgia estomacal com o objetivo de perder peso, aos 11 anos.

Aos 15, ela começou a fazer cortes no próprio corpo, “eu achava que merecia isso”. Aos 20 anos, perdeu metade do seu peso em um intervalo de 9 meses e, com esse histórico de vergonha, ganho e perda de peso, Miller decidiu que já estava na hora de parar de esperar para usar um biquíni.

Na imagem, Miller mostra o excesso de pele, as estrias, as marcas de celulite, as cicatrizes cirúrgicas, a protuberância em seu abdômen por causa da banda estomacal. “Eu quero aprender a amar tudo em mim mesma, não apenas as partes que me disseram que são ‘aceitáveis’. Porque o segredo é que eu sempre fui o suficiente. E você é também”, finalizou ela.

Ponto para as meninas

Miller e seu primeiro biquíni

Desde a publicação, a foto de Miller recebeu muitas curtidas e foi compartilhada inúmeras vezes, além de ter sido replicada em sites como o Huffington Post. Nós sabemos que muitas pessoas farão críticas à atitude de Miller e que muitas outras simplesmente não vão entender por que ela fez isso.

Ainda assim, sabemos também o quanto é importante, por uma questão de autoconfiança, liberdade, empoderamento e quebra de paradigmas, apoiarmos atitudes corajosas como as de Miller, que ajudam milhares e milhares de mulheres que se punem diariamente por não se encaixarem em um padrão de beleza difícil de ser alcançado.

É graças a esse mesmo padrão que cada vez mais as marcas de cosméticos e medicamentos, por exemplo, estão lucrando. Vender produtos para que uma mulher chegue perto da perfeição, sendo que essa perfeição simplesmente não existe, é uma jogada inteligente em termos comerciais, mas cruel quando pensamos nos danos psicológicos que mulheres de todo o mundo sofrem por não se encaixarem no perfil vendido como o mais bonito e socialmente aceitável. Atitudes como as de Miller nos ajudam a mudar isso. Parabéns para ela.

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