As insolúveis mortes de Kris Kremers e Lisanne Froon
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As insolúveis mortes de Kris Kremers e Lisanne Froon

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Por mais que, hoje em dia, as autoridades disponham de bastante tecnologia para investigar crimes, ainda existem alguns casos que nem toda a perícia do mundo é capaz de solucionar. Aqui mesmo no Mega Curioso já citamos alguns incidentes que até hoje são um completo mistério para todos — incluindo o desaparecimento do jornalista Keith Reinhard, que deixou sua casa prometendo à população de Silver Plume, no Colorado, que retornaria após dar uma volta nas montanhas. Ele nunca mais foi visto.

Mas Keith não foi a única pessoa no mundo a desaparecer em circunstâncias misteriosas — temos um exemplo bem mais recente para contar, que ocorreu há apenas 4 anos. Estamos falando do sumiço de Kris Kremers e Lisanne Froon, duas jovens neerlandesas que decidiram passar 6 meses juntas no Panamá. A ideia era que a viagem servisse como férias e também serviço temporário; ambas também se envolveriam em ações voluntárias e aprenderiam a língua espanhola.

A dupla estava morando com uma família anfitriã e tudo seguiu como o planejado durante 2 semanas, até que, às 11h do dia 1º de abril de 2014, elas decidiram levar o cachorro de estimação da casa para uma volta nas florestas que existem nos arredores do vulcão Baru, localizado na pequena cidade de (não ria!) Boquete. De noite, o cão retornou seguro e inteiro para o lar — porém, as jovens não voltaram com ele. Com o raiar do Sol, no dia seguinte, a família decidiu alertar as autoridades.

Os primeiros indícios

A polícia local começou a procurar por Kris e Lisanne, especialmente depois de perceber que elas faltaram em um tour guiado pela cidade que havia sido marcado (e pago) com antecedência.  Foram feitas buscas aéreas e a pé, mas sem resultados. No dia 6 de abril, ambas continuavam desaparecidas — foi quando suas respectivas famílias biológicas resolveram voar até o Panamá para auxiliar nas investigações, levando junto uma equipe respeitável de detetives dos Países Baixos.

Os dias continuaram passando e a agonia só aumentava, até que uma residente da própria cidade entregou à polícia uma mochila azul, que teria sido encontrada em um arrozal próximo a um riacho. Em seu interior, estavam guardados um par de óculos escuros, US$ 83 em dinheiro, o passaporte de Lisanne, uma garrafa de água, dois sutiãs e o mais importante: a câmera fotográfica usada pela dupla para registrar seus passeios turísticos e o celular de cada uma delas.

Com o telefone celular das jovens em mãos, as autoridades descobriram que elas tentaram ligar, tanto para a polícia dos Países Baixos (112) quanto para a do Panamá (911), nada menos do que 77 vezes. As duas primeiras chamadas foram efetuadas em apenas 2 horas depois que as turistas partiram; porém, visto que não há sinal telefônico na floresta em questão, as tentativas de pedir socorro foram em vão. Apenas uma chamada conseguiu fazer contato — porém, a ligação caiu em apenas dois segundos.

Além disso, no dia 6 de abril, alguém tentou desbloquear o smartphone de Kris várias vezes usando códigos PIN incorretos. No dia 11, ambos os celulares desligaram por falta de bateria.

Fotos assustadoras

Mais perturbador do que os indícios deixados nos telefones foram as fotos que a polícia encontrou na câmera recuperada. Alguém utilizou o equipamento para registrar imagens assustadoras na noite do dia 8, incluindo os pertences das jovens espalhados no chão, sacolas plásticas, pilhas de lixo, um espelho e — finalmente — a cabeça de Kris com sangue saindo pelas têmporas. Convencidos de que as jovens foram assassinadas, os investigadores resolveram olhar melhor o local onde a bolsa foi encontrada.

Foi só então que eles encontraram as roupas de Kris, devidamente dobradas, e, 2 meses depois, um osso pélvico e um pé — ainda dentro do tênis. Logo em seguida, os restos mortais da dupla foram localizados. Embora o esqueleto de Lisanne parecesse ter passado por um processo natural de decomposição, o de Kris estava esbranquiçado por um motivo que até hoje ninguém consegue explicar. Por mais que os países tenham cooperado durante anos, a morte das neerlandesas segue sem uma resposta.

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