Após 35 anos, chega ao fim mistério dos tele Garfields em praias francesas
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Após 35 anos, chega ao fim mistério dos tele Garfields em praias francesas

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É comum que coisas muito estranhas acabem aparecendo em praias mundo afora, certo? Mas não é nada habitual que a mesma coisa seja trazida pelo mar uma e outra vez, durante décadas! Só que é isso o que vem acontecendo em uma região costeira da Bretanha, na França, banhada pelo mar de Iroise, onde, desde a década de 80, peças de telefones do Garfield – sim, aparelhos de telefone da cor e formato do gatão fã de lasanha que abriam os olhos quando o fone era tirado do gancho – surgem nas praias, emporcalhando os locais.

O mais intrigante é que, embora os telefones desmantelados tenham provocado polêmica, gerado campanhas e causado chateação à população da região durante anos, ninguém sabia de onde diabos vinham as peças. No entanto, de acordo com o pessoal da BBC, após 35 anos recolhendo pedaços de Garfield, o mistério finalmente foi solucionado.

Personagem desmembrado

Tudo começou depois de um grupo ambientalista adotar o gato como símbolo de uma iniciativa focada na limpeza e preservação do meio ambiente e divulgar a campanha na mídia. Foi então que um habitante da região veio a público para contar que se lembrava de quando os primeiros fragmentos do infame telefone começaram a aparecer nas praias, depois de uma tempestade no início dos anos 80, e para revelar que sabia de onde eles vinham. Pois é... o cara não contou para ninguém nesse tempo todo!

(Reprodução / BBC / Martine e Dominique Leczinski / Ar Viltansou)

É óbvio que os telefones tinham que vir de algum lugar, e fazia tempo que se suspeitava que a fonte devia ser um container que, de alguma forma, caiu de algum navio cargueiro e se perdeu no mar. Contudo, nesse tempo todo de pedaços de plástico alaranjado atormentando o povo da região, ninguém descobriu onde, afinal, estava o tal carregamento de telefones de Garfield.

Mas o tal cidadão sabia – e revelou que o container se encontra em uma caverna marinha que fica em uma área remota e que só se torna acessível quando a maré está baixa. O pessoal do grupo ambientalista foi até o lugar indicado e descobriu que, efetivamente, era de lá que saia o (aparentemente) interminável fluxo de Garfields desmembrados. O container se encontra preso em uma fissura, parcialmente enterrado e destruído no interior da caverna, e é impossível tirá-lo de lá.

(Reprodução / BBC / Claire Simonin‎ / Ar Viltansou)

Além disso, por conta da dificuldade de acessar o container, não é possível saber quantos telefones ainda restam em seu interior. A caverna certamente está cheia de fragmentos de plástico alaranjado e, infelizmente, considerando que esse material leva centenas de anos para se decompor, o tormento de ter que recolher pedaços de Garfield das praias deve continuar por muito tempo.

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