Investigamos 8 crenças populares para descobrir se há fundamento científico
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Investigamos 8 crenças populares para descobrir se há fundamento científico

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Há algum tempo, nós aqui do Mega Curioso perguntamos aos nossos leitores no Facebook se eles conheciam alguma crença popular — dessas que ouvimos da mãe, avó, tia — que, apesar de soarem meio esquisitas, causavam certa... dúvida se eram mitos ou verdades. Eles responderam, e nossa equipe selecionou oito dessas histórias, foi investigar suas origens, se existe algum fundamento científico nelas ou se tudo não passa de superstição. Confira:

1 – Deixar o chinelo virado para cima faz a mãe morrer

Em realidade, a crença popular de que deixar os calçados com a sola virada para cima pode causar a morte de alguém — mais precisamente, da mãe do “desorganizado” — obviamente não tem qualquer fundamento científico. Ela se originou na época em que não era comum que as residências tivessem pisos como hoje em dia.

As mães brigavam com as crianças que deixavam sapatos jogados de qualquer jeito porque isso sujava os calçados, e uma delas — que provavelmente devia ter um filho especialmente bagunceiro — teve a ideia de inventar que deixar os chinelos com a sola virada para cima poderia matá-la. Por certo, a crença de que dormir com as portas do guarda-roupa pode matar o pai certamente surgiu da tentativa de alguma mãe de tornar os filhos mais organizados.

2 – Tomar leite com manga faz mal

Ao contrário do que muita — muita! — gente pensa, tomar leite com manga não faz mal nem oferece risco de vida a ninguém. Na verdade, a mistura dos dois ingredientes é bastante saudável e proporciona um coquetel nutricional composto por proteínas, lipídios, cálcio, vitaminas, riboflavina, magnésio, fósforo, ferro e caroteno. Então, de onde é que surgiu esse papo de que a mistura pode ser letal?

A origem do mito remonta à época do Brasil Colonial, quando o leite era um alimento pouco acessível e caro ao qual só os senhores de engenho podiam se dar ao luxo de consumir com frequência. E como os patrões não queriam que os escravos bebessem o alimento, eles inventaram essa história boba — que se espalhou e persiste até hoje.

3 – Abrir o guarda-chuva dentro de casa dá azar

Não tenha medo de abrir o guarda-chuva dentro da sua casa para secar depois de um dia de tormenta. A ação não tem nada a ver com possíveis marés de má sorte, e a crença possivelmente surgiu na Inglaterra do século 18, quando os guarda-chuvas com estrutura rígida de metal começaram a se tornar bastante comuns — assim como os acidentes ocasionados pela abertura desses objetos nas residências.

Abrir um guarda-chuva de repente podia ferir crianças e adultos distraídos, assustar animais e derrubar objetos — e, dependendo da situação, esses pequenos “desastres” domésticos podiam resultar em discussões e brigas acaloradas. Assim, para estimular as pessoas a se tornarem mais cuidadosas, começou a circular a história de que abrir o guarda-chuva dentro de casa dava azar.

4 – Cortar o cabelo depois de comer faz mal

O processo de digestão não guarda qualquer relação com os cabelos — ou unhas, já que também existe o mito de que fazer a manicure (ou pedicuro) após as refeições pode ser prejudicial para a saúde.

A crença possivelmente está atrelada à superstição de que não devemos comer diante de um espelho, já que normalmente nos sentamos diante de um para aparar as madeixas. O que faria mal mesmo seria comer os cabelos ou as unhas depois do corte! E falando sobre comer diante do espelho...

5 – Não se deve comer diante do espelho

Tivemos um pouco de dificuldade para encontrar a origem dessa crença, mas uma explicação que achamos foi a de que ela surgiu por conta de um monarca guloso. Segundo a lenda, o tal rei foi visitar a taberna de um de seus vassalos, e o cara, que era um mestre-cuca esperto, preparou um banquete em sua homenagem e sentou o comilão em sua melhor mesa — posicionada diante de um enorme espelho.

Quando o taberneiro começou a servir os pratos, além de o rei ver o seu próprio reflexo, ele também via toda a comida “duplicada” no espelho. E o homem comeu e comeu até passar mal e, quando se viu na imagem refletida — com o rosto todo vermelho e suado —, ficou apavorado. Depois disso, o rei proibiu que os locais onde ele comia tivessem espelhos, a história acabou se espalhando e daí teria surgido o mito de que comer diante desses objetos faz mal.

6 – É perigoso ficar na frente do espelho durante raios e trovões

Muita gente acredita que os espelhos têm o poder de atrair raios, mas a verdade é que essa crença não possui qualquer fundamento científico. Uma possível explicação para a origem do mito é o fato de os espelhos refletirem a luminosidade produzida por esses fenômenos meteorológicos — e algum sujeito pego desprevenido pode ter se assustado com o clarão e pensado que o raio partiu de dentro do espelho.

Outra explicação seria que, na época do Brasil Colonial, os espelhos de grandes proporções costumavam ficar montados em estruturas metálicas — e essas sim podiam propiciar um aumento na incidência de raios no interior das casas.

7 – Assobiar dentro de casa atrai cobras

Você alguma vez levou bronca por estar assobiando dentro de casa — especialmente se era à noite —, já que o som poderia atrair cobras? Pode ficar tranquilo, pois esses animais são surdos e não vão fazer questão de ir até a sua residência nem que você assobie uma obra inteira do Mozart!

Em realidade, as cobras não possuem ouvido externo e são dotadas apenas de um sistema auditivo interno rudimentar — o que significa que elas são surdas. Por certo, sabe aqueles encantadores de serpentes indianos? Eles não dominam os animais por conta da música de suas flautas, mas sim pelo movimento que eles fazem com o instrumento musical.

8 – É possível descobrir o sexo do bebê pelo formato da barriga

Você já ouviu alguém falar para uma grávida que as barrigas mais altas e “pontudas” indicam que o bebê será menino, e que, quando elas são mais largas e esparramadas, a criança será menina? Pois, mais do que olhar para o formato das barrigas, existe outro local do corpo que pode dar uma pista mais fidedigna na hora de palpitar sobre o sexo do feto: as mamas.

Estudos apontaram que as grávidas de meninas costumam desenvolver seios maiores, enquanto as mamas das mulheres esperando meninos “crescem” menos. A explicação seria que os fetos do sexo masculino produzem mais testosterona e costumam ficar maiores e, portanto, exigem mais energia das futuras mamães — o que resulta em um menor aumento dos seios.

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Conforme explicamos no comecinho da matéria, nossa equipe selecionou oito crenças populares mencionadas pelos nossos leitores. No entanto, se você tiver curiosidade e interesse em saber um pouco mais sobre outras crendices e superstições, avise aí nos comentários — que a gente pesquisa e tenta encontrar como foi que elas surgiram!

*Publicado em 11/3/2016

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