(Fonte da imagem: Reprodução/Wired)

Nosso organismo conta com um sistema — o linfático — responsável por eliminar toxinas e outros detritos que se acumulam no nosso organismo e que podem ser prejudiciais. Entretanto, se você observar o “mapa” desse sistema, vai perceber que o cérebro não está incluído nele.

Contudo, assim como todos os demais órgãos do corpo, o cérebro também produz substâncias que precisam ser eliminadas, e o único problema é que ninguém sabia exatamente como esse sistema de “coleta de lixo” funcionava. Até agora.

Sistema de faxina próprio

De acordo com o pessoal do site WIRED, um grupo de pesquisadores da Universidade de Rochester, em Nova York, pode ter descoberto como o cérebro realiza a sua faxina através de experimentos realizados com ratinhos de laboratório.

(Fonte da imagem: Reprodução/ Universidade de Rochester)

Os pesquisadores utilizaram uma substância radiotiva para monitorar o fluxo de fluidos cerebrais, observando que existe — pelo menos no cérebro dos ratinhos — um espaço fora das células através do qual o líquor (o líquido que ocupa o espaço entre o crânio e o córtex) circula levando os detritos produzidos.

Novos tratamentos

Os experimentos também mostraram que os animais que não contavam com tal espaço também eliminavam os detritos mais lentamente, levando ao acúmulo de substâncias relacionadas ao mal de Parkinson e de Alzheimer.

Embora os pesquisadores ainda precisem realizar mais experimentos para entender completamente o funcionamento do sistema em cérebros humanos, a descoberta tem o potencial de ajudar os cientistas a desenvolver novos tratamentos para doenças neurodegenerativas.

Fontes: Science, WIRED e University of Rochester Medical Center