Um grupo de pesquisadores do Centro de Neuroengenharia da Duke University, em Durham (Carolina do Norte, EUA), produziu o que pode ser considerado um rato com um “sentido extra”. Por meio de um implante localizado na área do cérebro responsável pelo tato, o animal se tornou capaz de perceber a luz infravermelha.

De acordo com a equipe, a mesma técnica pode ser aplicada também para a detecção de campos magnéticos, ondas de rádio e ultrassom — o que pode representar o primeiro passo para o desenvolvimento de novas tecnologias protéticas para seres humanos.

“Este foi o primeiro registro no qual um aparato de neuroprótese foi utilizado para aumentar uma função — permitindo que um animal normal literalmente adquira um sexto sentido”, afirmou o pesquisador Eric Thomson, membro da equipe do referido centro, em entrevista ao The Telegraph.

Fonte da imagem: Reprodução/The Telegraph 

“Olhe, que belo campo magnético!”

De fato, o mesmo princípio pode ser utilizado para desenvolver neuropróteses humanas, o que nos permitiria, por exemplo, enxergar qualquer faixa do espectro eletromagnético “ou mesmo de campos magnéticos”.

É de se imaginar que a habilidade de enxergar campos magnéticos traria experiências verdadeiramente psicodélicas. Entretanto, em uma perspectiva mais científica (e também menos “viajada”), é de se imaginar que seres humanos com tamanha “visão” sejam capazes de conduzir experimentos que hoje nem sequer são considerados.