5 das festas mais épicas de toda a História
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5 das festas mais épicas de toda a História

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Você já tem alguma balada forte programada para os próximos dias? Ela perderia fácil para as das pessoas da lista que você verá a seguir! Elas promoveram algumas das maiores e mais extravagantes festas que o mundo já viu.

Seja no século 20 ou em épocas antes de Cristo, esses festeiros não pouparam riquezas para os seus eventos proporcionarem muita diversão aos seus convidados. Confira abaixo quais foram algumas das festas mais épicas da História e os seus anfitriões.

5 – Baile automotivo do Conde Etienne

Fonte da imagem: Reprodução/Yale

O Conde Etienne de Beaumont e sua esposa Edith eram reconhecidos em toda a Europa e América do Norte por suas festas grandiosas. Em todos os verões, o casal promovia um famoso baile de máscaras em sua mansão, em Paris.

No entanto, outra festa deles se tornou mais famosa entre todas pela sua excentricidade. O “Baile Automotivo” aconteceu em 1924 e pode ter sido a mais extravagante das festas, pois os trajes dos convidados deveriam, obrigatoriamente, ter alguma coisa a ver com carros.

Na imagem acima, você pode ver alguns convidados da festa com as suas fantasias. Eles são o casal Sara e Gerald Murphy, que eram afortunados bons amigos dos Beaumont. Durante o banquete servido no evento, eram feitas algumas brincadeiras. Em uma delas, alguns convidados deviam correr imitando o barulho de carros.

4 – A estreia do balé Les Noces

Fonte da imagem: Reprodução/List Verse

O Balé do russo Igor Stravinsky, Les Noces, estreou no Théâtre de la Gaîté em Paris no dia 13 junho de 1923 com grande sucesso. Então, o casal Sara e Gerald Murphy, aquele mesmo do primeiro item acima, decidiu dar uma grande festa para Stravinsky e para toda a elite intelectual parisiense.

No entanto, em vez de fazer uma recepção improvisada para aquela noite, eles anunciaram em toda Paris que a festa seria no dia 1 º de julho, em uma barcaça no Rio Sena. Dessa forma, eles teriam mais tempo para se preparar e, com o muito dinheiro disponível, poderiam pensar nos detalhes do cardápio, das bebidas e da decoração.

Em vez de flores, a barca foi toda decorada com brinquedos, o que serviu de diversão para os muitos convidados. O próprio Stravinsky se divertiu tanto na festa — que durou a noite inteira — que afirmou que aquela foi a melhor de sua vida.

Os chefs mais renomados da França foram contratados para cozinhar no local e o champanhe nunca tinha fim. Ainda mais importante do que a comida foram os convidados, que eram todos amigos pessoais dos Murphys: Stravinsky, Sergei Diaghilev, o coreógrafo Bronislav Nijinska, toda a trupe do balé russo, além de Pablo Picasso, F. Scott Fitzgerald, o poeta Tristan Tzara, Cole Porter e Jean Cocteau.

3 – Baile Preto e Branco de Truman Capote

Truman Capote e Katherine Graham Fonte da imagem: Reprodução/Dont Mind Me

A modéstia não fazia parte da personalidade do escritor norte-americano Truman Capote. Ele gostava de lembrar as pessoas que um dia, quando ele fosse rico, faria uma grandiosa festa para todos os seus amigos a qual ninguém, nunca, iria esquecer. E ele realmente fez.

Quando seu romance “A Sangue Frio” tornou-se um enorme sucesso em 1966, ele ficou famoso, estava nadando em dinheiro e passou três meses planejando um baile de máscaras. Para sediar o evento fabuloso, ele escolheu o suntuoso Plaza Hotel (em Nova York) e ordenou que tudo fosse decorado em preto e branco, cores que também deveriam fazer parte das roupas (e das máscaras) dos convidados.

Capote convidou apenas os mais seletos de seus amigos, junto com algumas celebridades que ele admirava, incluindo políticos, membros da realeza de vários países, atores, cantores e principalmente escritores, somando uma lista de 500 convidados. Para contrastar com o preto e o branco da decoração, as mesas eram cobertas com toalhas vermelhas e ornamentadas com candelabros de ouro.

Mia Farrow e Frank Sinatra Fonte da imagem: Reprodução/The Guardian

Apesar de ter sido uma festa muito luxuosa, o cardápio era composto de opções simples, mas que eram as favoritas de Capote, como salsicha, ovos mexidos, frango com batatas, macarrão e almôndegas, além de sobremesas preparadas com chocolate e frutas. Para beber, água e muito champanhe.

Entre os convidados ilustres estavam Oscar de La Renta, Greta Garbo, Vivian Leigh, Frank Sinatra, Mia Farrow, Andy Warhol e Tennessee Williams, além de príncipes, duques, baronesas, marajás, senadores, embaixadores, governadores, e muitos outros políticos e figuras importantes da época.

O baile marcou a história da alta sociedade nova-iorquina e causou também muita polêmica entre aqueles que não foram convidados, é claro. 

2 – Festas da Domus Aurea de Nero

Fonte da imagem: Reprodução/List Verse

O local chamado de Domus Aurea (Casa Dourada) era como uma imensa mansão de luxo que o Imperador Nero construiu para dar as suas festas libertinas com centenas de convidados; o local foi usado durante quase todos os dias em quatro anos.

Lá as festas nunca acabavam, por isso podem ser consideradas como as mais épicas. Afinal, era como um evento sem fim, que durava dia e noite, sendo regado a muito vinho, banquetes e orgias. O local tinha grandes salas, lagos artificiais, paredes banhadas a ouro e incrustadas de pedras preciosas, jardins e pisos de mármore, além de uma grande estátua de bronze de Nero na entrada.

Os estudiosos ainda não podem precisar o quão gigantesco o local era, mas ele cobria pelo menos 400 mil metros quadrados do centro de Roma, ficando em frente aos montes Palatino, Célio e Esquilino. A Domus Aurea tinha inacreditáveis 300 quartos, mas quase nenhum tinha cama ou era usado para dormir. A única finalidade era a do uso para as farras sem fim de Nero e seus amigos.

Hoje, o local está soterrado — devido à condenação após o suicídio de Nero —, mas está sendo escavado. Novos quartos são descobertos o tempo todo, com afrescos originais e arquitetura intocada.

1 – A festa de Belsazar

Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia

Belsazar foi o último rei da Babilônia e, durante o seu reinado, ele promoveu uma imensa festa para mais de mil convidados. Porém, mal sabia ele que esta seria também a sua última farra.  O evento terminou com a conquista persa da capital e com o assassinato de Belsazar.

O Livro de Daniel (Antigo Testamento) é o único que conta a história de Belsazar, mas sua existência foi confirmada em alguns outros textos e artefatos. Ele, como tantos outros governantes absolutos, não tinha preocupação alguma com a humildade e sua grande festa contou com vinho, muita cerveja (sim, ela já existia) e comida para os seus amigos de senhorio.

Quando a festa estava indo bem e todo mundo já estava bêbado, ele ordenou que as taças sagradas (de ouro e prata) do templo judeu de Jerusalém fossem trazidas para que seus convidados pudessem beber nelas. Essas taças haviam sido feitas para os sacramentos do templo, a glorificação do Deus hebraico.

No cardápio farto da festa havia pão de cevada, melancias, melão, tâmaras, amêndoas, nozes, além de carnes de aves, carneiro, porco e peixe. Alho e cebola eram abundantes na área e foram usados ??para o tempero.

Mas eis que, no meio dos festejos de Belsazar, que bebia com seus amigos em cálices sagrados (para se sentirem como os próprios deuses, segundo eles), a mão de Deus apareceu e estragou a farra. A verdadeira mão “santa” escreveu na parede o julgamento de Deus e todos ficaram estarrecidos. O profeta Daniel foi levado para interpretar os sinais escritos, que diziam que o reino de Belsazar havia acabado. Na mesma noite ele foi morto.

*Publicado originalmente em 05/02/2014.

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