Elizabeth II bate o recorde de reinado mais longo na história britânica
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Elizabeth II bate o recorde de reinado mais longo na história britânica

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Procissão pelo rio Tamisa, badalar de sinos, disparos de canhão: o Reino Unido celebra nesta quarta-feira sua rainha Elizabeth II, que se converteu nesta quarta-feira na pessoa que mais tempo esteve à frente da coroa britânica, ao superar o reinado de sua tataravó, a rainha Vitória. Às 17H30 local (13H30 de Brasília), Elizabeth reinou 23.226 dias, 16 horas e 30 minutos - 63 anos, 7 meses e dois dias -, alguns minutos a mais que Vitória, que ocupou o trono entre 1837 e 1901.

A rainha declarou nesta quarta-feira que nunca aspirou superar o recorde de sua tataravó Vitória no trono britânico, em um breve discurso por ocasião da inauguração de uma linha ferroviária na Escócia. "Muitos, incluindo você a primeira-ministra (da Escócia, Nicola Sturgeon), observaram um significado diferente para este dia, embora não seja um (significado) que eu tenha aspirado", disse a rainha em Tweedbank, na fronteira com a Inglaterra. Globalmente, o recorde de mais longo reinado ainda é do rei da Tailândia Bhumibol Adulyadej, de 87 anos, soberano desde 1946.

Elizabeth II nasceu em Londres no dia 21 de abril de 1926. Quando ascendeu ao trono, em 1952, com apenas 25 anos, Winston Churchill era primeiro-ministro, a Índia havia acabado de conseguir sua independência e a Grã-Bretanha ainda governava em partes da Ásia e da África. E seis décadas mais tarde, todos os especialistas concordam que a rainha, sempre alerta aos 89 anos, nunca abdicará. Para comemorar o seu recorde de longevidade, não organizou qualquer cerimônia pública oficial. "No fuss" ("sem confusão"), ela decretou, de acordo com sua comitiva. Uma foto divulgada pelo palácio para a ocasião (assinada por Mary McCartney, filha de Paul McCartney) apresenta a rainha trabalhando, em frente à caixa vermelha contendo os documentos recebidos quase diariamente do governo.

Conquista incrível

Os britânicos puderam ver sua soberana e seu marido, o príncipe Philip, na inauguração da linha ferroviária na Escócia. Vestindo um casaco e um chapéu azul-turquesa, Elizabeth II concedeu o seu sorriso e sua habitual gesto de cumprimento à multidão reunida na plataforma, antes de embarcar em um trem a vapor partindo de Edimburgo até Tweedbank, na fronteira com a Inglaterra.

Após o breve discurso de inauguração, ela irá jantar em sua residência de verão em Balmoral com seu neto, o príncipe William, e sua esposa Kate. Se a rainha escolheu a sobriedade, à imagem do seu reinado marcado pela contenção, muitas celebrações estão planejadas ao longo do dia para comemorar esta que os britânicos consideram como a "maior rainha", segundo uma recente pesquisa da YouGov. "Este é um dia muito especial, somos muito privilegiados por estar aqui, por compartilhar este momento com o resto do mundo", afirmou Janice Gallagher, uma australiana, de 68 anos, às portas do Palácio de Buckingham. "Esta é uma grande conquista", ecoou Adam Hardman, um britânico de 28 anos. "Precisamos que continue".

Procissão pelo Tamisa

"Sua majestade a rainha inspira a todos", elogiou o primeiro-ministro David Cameron, durante um tributo na Câmara dos Comuns. "Ela tem sido uma rocha de estabilidade durante um período de grandes mudanças para o nosso país". "Ela conduziu uma evolução suave de nossa monarquia, aproximando-se das pessoas, mantendo a sua dignidade", considerou o líder conservador. No momento em que Cameron falava aos deputados, os sinos da abadia de Westminster ressoavam no coração de Londres, e durante 50 minutos.

No Tamisa, a embarcação real Gloriana liderou uma procissão de barcos, cuja passagem foi recebida por disparos de canhão do HMS Belfast, navio de guerra transformado em museu. Sinal da excitação reinante, equipes de TV foram autorizadas, pela primeira vez, a se instalar nos gramados do Palácio de Buckingham. Neste coro de louvor, algumas vozes discordantes foram ouvidas. A organização anti-monarquista Republic lançou uma campanha no Twitter com a hashtag #stopthereign (fim ao reinado), dizendo que em vez de celebrar a sua rainha, os britânicos fariam melhor refletindo sobre "uma reforma democrática radical" para eleger "alguém que vai realmente representar a nação".

LondresReino Unido

Via EmResumo.

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