Como funciona o exame antidoping e quais critérios são avaliados?

Após testar positivo para doping, a atleta brasileira da seleção olímpica de vôlei Tandara Alves foi proibida de participar da final de sua categoria nas Olimpíadas de Tóquio 2020. A jogadora foi suspensa provisoriamente após apresentar resultado positivo para ostarina, uma substância proibida utilizada para o aumento de massa muscular.

Entretanto, o caso de Tandara não é algo inédito no mundo esportivo e provavelmente não será o último similar. Por isso, os Comitês Olímpicos Internacionais são preparados para realizar uma testagem regular dos atletas em busca de substâncias que descumpram os protocolos de competição. Afinal, como funcionam os exames antidoping?

Regulamentação internacional

(Fonte: WADA/Reprodução)(Fonte: WADA/Reprodução)

Criada em 1999, a Agência Mundial Antidoping (WADA) é a entidade internacional independente responsável por coordenar todos os esforços contra a dopagem de atletas de alto rendimento. A WADA também é a organização responsável por redigir o código de todas as substâncias proibidas.

Porém, a realização dos exames ou a decisão de quais atletas poderão ou não competir é função de outras entidades, apesar de poder realizar algumas recomendações. No Brasil, quem determina e realiza os exames de antidoping e encaminha os resultados para a Justiça Antidopagem é a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD).

Os exames devem ser feitos em um dos laboratórios licenciados pela WADA espalhados pelo mundo. Posteriormente, o resultado dos exames irá para um sistema centralizado monitorado pela agência mundial, chamado de Sistema de Gestão e Administração Antidoping (ADAMS).

Critérios para o exame antidoping

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Segundo os critérios da WADA, é considerado uma violação às normas qualquer atleta que apresentar resultado positivo para substâncias ilícitas que gerem aumento de desempenho físico, se recusar a apresentar amostras para o exame ou  tentar adulterar parte do processo de análise laboratorial.

Em geral, os critérios para a escolha de quem será testado varia. Os competidores podem ser escolhidos de forma aleatória ou por terem-se destacado após a realização de um evento esportivo. Além disso, é possível até mesmo que eles sejam convocados para uma testagem surpresa fora do período de qualquer torneio. 

Nem sempre todas as substâncias presentes na lista de doping são necessariamente maléficas para o corpo ou têm objetivo original de ganho de performance; por exemplo, um remédio para calvície pode se enquadrar na lista. As punições variam dependendo do grau da infração ou intencionalidade. Os atletas podem receber apenas uma advertência em casos brandos, como também podem ser banidos do esporte em casos extremamente graves. 

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