Receita Federal encontra alta concentração de cádmio em bijuterias chinesas
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Receita Federal encontra alta concentração de cádmio em bijuterias chinesas

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Como praticamente qualquer coisa utilizada no cotidiano, também as bijuterias encontradas por aqui são de fabricação chinesa. De acordo com dados da Receita Federal, o Brasil importou cerca de 30 mil toneladas do material durante os últimos cinco anos. Bem, eis que a quantidade excessiva chamou a atenção do próprio órgão, que resolveu dar uma olhada de perto em dois contêineres recentemente desembarcados.

Conforme revelou o Fantástico, a suspeita inicial era de fraude fiscal — os importadores teriam declarado um valor abaixo do que as peças realmente valem. A surpresa, entretanto, veio ao analisar 24 bijuterias do carregamento: 14 delas apresentaram níveis excessivamente elevados de cádmio, material altamente tóxico que, em altas concentrações no organismo, pode provocar problemas renais e até câncer — sendo passível de absorção através da pele.

Quase 40% de cádmio

De acordo com dados revelados pelo referido programa, as peças avaliadas apresentaram concentrações do material entre 32% e 39%. Para efeitos de comparação, os EUA retiraram do mercado milhares de bijuterias chinesas em 2010 pelo mesmo motivo: apenas 0,03% de cádmio é tolerado em bijuterias. No caso da Europa, esse mesmo limite cai para 0,01%.

Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons

Por aqui, a questão virou um rápido pingue-pongue entre Ibama e Anvisa, com esta última emitindo um comunicado à Receita Federal atestando que não se trata de um caso de vigilância sanitária. Dessa forma, a Receita foi obrigada a deixar que as peças entrassem.

Comumente, as bijuterias chegadas da China são comercializadas em grandes mercados em São Paulo, de onde partem para o restante do país para serem revendidas.

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