Cientistas descobrem que os neandertais também sofriam de câncer
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Cientistas descobrem que os neandertais também sofriam de câncer

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Uma descoberta realizada por pesquisadores da Universidade do Kansas provou que o câncer — essa doença maldita — está entre nós há muito mais tempo do que se pensava. A equipe encontrou evidências de um tumor benigno chamado displasia fibrosa em um fragmento de osso de 120 mil anos. Essa descoberta pré-data os vestígios mais antigos de câncer encontrados até agora em mais de 100 mil anos.

De acordo com a National Geographic, o tumor foi descoberto em uma costela encontrada em um sítio arqueológico da Croácia, e demonstra que os neandertais, apesar de viverem em um ambiente bem diferente do nosso — livre de poluição, pesticidas, conservantes, cigarros e outras coisinhas mais — também eram susceptíveis aos mesmos males que afligem os humanos de hoje em dia.

Sinais de fumaça

Fonte da imagem: Reprodução/PLOS ONE

O tumor foi descoberto através de análises realizadas com um microtomógrafo, capaz de processar uma imagem em diferentes quadros. Assim, o equipamento “fatiou” o fragmento de osso — com aproximadamente 3 centímetros de comprimento — em 500 quadros, permitindo que os pesquisadores esmiuçassem cada mícron possível da amostra.

Contudo, um dos pesquisadores responsáveis pela descoberta explicou que os Neandertais provavelmente dormiam nas cavernas em presença de fogueiras acesas, inalando uma boa quantidade de fumaça. Assim, apesar de eles não estarem fumando cigarros, o ar que esses antigos povos respiravam não estava completamente livre de poluentes.

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