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Projeto arquitetônico maluco propõe pendurar edifício em um asteroide

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Quem não gostaria de ter o privilégio de viver em uma casa com uma vista incrível? Mas você se atreveria a morar em um edifício suspenso a mais de 30 quilômetros de altitude? Tem mais: esse prédio estaria pendurado em um asteroide — sim, caro leitor, um asteroide! — em órbita a 50 mil quilômetros da superfície da Terra. Apenas. Imagine só a dificuldade na hora de sair para comprar um simples pãozinho na padaria!

Como faz?

E quem é que propôs essa ideia maluca? Arquitetos do estúdio Clouds Architecture Office, de Nova York, e, acredite, eles pensaram um bocado a respeito desse mirabolante projeto. É óbvio que se trata de um conceito meramente especulativo e, de acordo com Bec Crew, do portal Science Alert, o time se inspirou nos planos de agências espaciais e empresas privadas de capturar asteroides e trazê-los para perto do nosso planeta para que eles sejam explorados em um futuro próximo.

Analemma Tower

O edifício foi batizado de Analemma Tower e, segundo foi descrito no projeto, ele ficaria suspenso por um asteroide em órbita ao redor da Terra a 50 mil quilômetros de distância. Já o prédio propriamente dito ficaria posicionado a cerca de 32 mil metros da superfície e contaria com segmentos comerciais, residenciais e outras atividades. Confira:

Muito, muito alto

Mais precisamente, a torre seria colocada em uma órbita geossíncrona, o que significa que seu período de rotação seria exatamente igual ao período de rotação da Terra. Geralmente, essas órbitas são reversas à linha do equador, formam com ela um ângulo conhecido como “inclinação da órbita”, e os objetos que se encontram nesse tipo de órbita passam metade do tempo no Hemisfério Norte e metade no Sul.

A torre seria "pendurada" em um asteroide trazido até as proximidades da Terra

Sendo assim, para um observador na superfície, o prédio voltaria à posição inicial depois de aproximadamente 23 horas, 56 minutos e 4 segundos. Além disso, conforme explicaram os arquitetos, a torre viajaria sobre o Hemisfério Norte e Sul ao longo do dia, traçando um imenso “8” na superfície, como se fosse um pêndulo gigante. As menores velocidades de movimento se dariam nas extremidades superior e inferior desse “oitão”, sendo que a passada mais lenta ocorreria sobre a cidade de Nova York. Veja na imagem a seguir para você entender melhor:

Olha o "oitão" ali

Mas... 30 mil metros?

Um problema identificado pelos arquitetos se refere ao fato de os seres humanos não lidarem muito bem com altitudes tão extremas. Isso porque a mais de 30 mil metros seríamos expostos a temperaturas congelantes — batendo os -40 °C —, sem falar que nessa altitude estaríamos na estratosfera, onde não seríamos capazes de respirar sem o uso de trajes pressurizados.

A vista seria legal!

Sendo assim, para entrar ou sair da torre seria necessário vestir roupas especiais, e permanecer no interior do edifício não seria um grande problema. Afinal, os astronautas não vivem bem na Estação Espacial Internacional? O projeto não deixa muito claro como o transporte de suprimentos e pessoas seria realizado, mas, com relação a sair do prédio, os arquitetos sugeriram o uso de paraquedas. Simples assim.

Quer sair? Se joga!

Como você pode imaginar, a probabilidade de que um projeto como esses saia do papel e se torne realidade é muito pequena. Mas imaginar e sonhar sobre o futuro é um exercício pra lá de divertido! E quem garante que de conceitos mirabolantes como esse não possam sair soluções brilhantes? Confira o infográfico a seguir:

Insano, você não acha?

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