Que tal abastecer o carro apenas uma vez a cada 100 anos?
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Que tal abastecer o carro apenas uma vez a cada 100 anos?

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Esqueça as suas contas rápidas no posto — aquelas a fim de saber se é álcool ou gasolina valem mais a pena em determinado momento. Caso o projeto de algumas empresas pioneiras realmente se concretize em uma proposta mercadológica, você provavelmente precisará abastecer apenas uma vez a cada 100 anos.

Isso porque apenas um grama do elemento radioativo conhecido como tório (Th) é perfeitamente capaz da proeza descrita acima — sendo o equivalente a 28 mil litros de gasolina. O elemento foi descoberto em 1828 pelo químico sueco Jons Jakob Berzelius, que escolheu o nome em referência ao deus nórdico Thor.

Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons

Trata-se de um dos materiais mais densos que se conhece atualmente, sendo utilizado amplamente na fabricação de filamentos para lâmpadas incandescentes e de vidros especiais.

Já existem veículos conceituais

A ideia de colocar tório tanque adentro já vem de 2009, quando a Loren Kulesus apareceu com o protótipo World Thorium Fuel Concept Car, da Cadillac. Projeto semelhante hoje é desenvolvido pela Laser Power System, cujos motores de 250 quilos são perfeitamente adequados para instalação em carros.

O protótipo World Thorium Fuel, da Cadillac Fonte da imagem: Reprodução/Autoblog

Mas todo esse potencial energético jamais poderia ficar restrito a veículos, é claro. A própria Laser Power System pretende levar a solução para domicílios, equipamentos militares e praticamente qualquer forma de transporte — no que se incluem veículos espaciais.

Como funciona

No que diz respeito ao projeto da Laser Power System, trata-se de um motor colocado para funcionar por pequenos blocos de tório aquecidos. O calor assim produzido é então utilizado para alimentar um laser, o qual aquece uma porção de água que, por sua vez, produz o vapor que alimentará uma turbina — e daí surge a propulsão.

Fonte da imagem: Reprodução/Autoblog

E os perigos da radioatividade aparentemente foram considerados na composição do projeto. “A radiação que se desenvolveria fora de uma dessas coisas pode ser facilmente isolada por uma única folha de alumínio”, disse o CEO da companhia, Dr. Charles Stevens, em entrevista ao site Mashable. “Até mesmo um desses raios X dentais tem níveis mais altos e radiação”, ele conclui.

Via Tecmundo

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