Como lidar com a falta de vontade de ir para o trabalho?
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Como lidar com a falta de vontade de ir para o trabalho?

Equipe MegaCurioso
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Segunda-feira cedo, o relógio desperta, você recorre ao soneca o máximo de vezes possível e sai de casa às pressas, sem muito ânimo e disposição para encarar mais um dia de trabalho. A questão é que o mundo não se preocupa nem um pouco com a sua preguiça matinal e você não tem muita escolha a não ser trabalhar – a pergunta é: como?

Primeiro, é preciso entender que é absolutamente normal sentir preguiça e pouca disposição, especialmente depois de um feriado prolongado. Depois, para evitar o desespero, vale conferir alguns métodos que comprovadamente nos fazem dar aquele empurrãozinho ao dia de trabalho e começar a coisa de vez.

Sobre procrastinar do jeito certo

A procrastinação é uma forma bizarra que nosso cérebro encontra para adiarmos compromissos e deixarmos tudo para a última hora. Ainda que isso pareça totalmente prejudicial, é possível olhar as coisas de outro jeito.

Você já teve a sensação de que ao final de um prazo para terminar um projeto acaba se comprometendo a fazer outras coisas? Para a Psicologia, isso é chamado de “procrastinação estruturada”, que é essa nossa ação de fazer tarefas menores que conseguimos terminar mais rapidamente, mesmo quando isso significa ignorar a tarefa mais urgente e mais importante.

É basicamente por isso que às vezes você acaba fazendo uma baita faxina na sua casa quando precisa terminar um relatório. O expert em comportamento Dan Ariely tem uma visão peculiar sobre a procrastinação estruturada e não é do tipo que defende a ideia de que devemos viver tentando manter a caixa de emails sempre zerada, respondendo tudo imediatamente.

A questão aqui, especialmente quando você não está muito a fim de trabalhar, é pensar na melhor forma de usar a procrastinação estruturada no seu caso. Basicamente, você pode “se enganar” e começar a fazer outras tarefas, de peso menor, que façam parte dos seus compromissos no trabalho – assim, aos poucos tudo é feito como deveria. Começar pela parte mais fácil é útil, pois não deixa de ser algo que precisa ser feito, mas dá a sensação de que não se está trabalhando de verdade.

A tática dos 45 minutos

Nem sempre é fácil começar pelas tarefas que dão menos trabalho, e aí a procrastinação estruturada acaba não sendo viável. Quando isso acontece, outro jeito de fazer o que é preciso é estipular blocos de 45 minutos de dedicação: durante esse tempo, que pode até ser cronometrado se você quiser, o trabalho precisa ser feito intensamente, sem checar redes sociais nem responder mensagens no WhatsApp, por exemplo.

Esse esquema de se manter totalmente focado por 45 minutos pode ser feito durante o dia todo, e, sempre que o tempo acabar, você pode tomar uma água ou ir ao banheiro, por exemplo. Depois, mais 45 minutos de dedicação total.

A ideia dos blocos de tempo é inspirada em uma técnica chamada Pomodoro, que foca em 25 minutos de atividade intensa, com pausas de 5 minutos. Cada bloco de 25 minutos é um pomodoro, e depois de quatro pomodoros, a pausa pode ser mais longa e durar até 30 minutos, para que o cérebro fique relaxado e volte com tudo à próxima sessão.

Será mesmo que você precisa de motivação?

Precisamos pensar sobre motivação e seus conceitos também, porque tendemos a acreditar que só conseguimos fazer algo quando estamos motivados, ainda que não seja bem assim.

Quem busca desmistificar o assunto é o escritor Oliver Burkeman, que questiona nossa necessidade de só fazer algo quando nos sentimos motivados. Para ele, o problema é que essa ideia nos faz pensar que é preciso sentir motivação para levar algo adiante, quando, na verdade, podemos fazer coisas mesmo que não tenhamos muita vontade.

Burkeman nos diz que nossa falta de vontade de trabalhar não precisa ser superada com a invenção de algum fator motivacional, mas que, em vez disso, podemos aprender a conviver com o fato de que nem sempre faremos as coisas de que gostamos, apenas. Podemos não sentir vontade de fazer algo, entender isso e fazer mesmo assim porque isso faz parte. Você concorda?

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