Beijar é...

18/08/2011 às 08:193 min de leitura

Até os seus dez anos de idade, beijar pode ser a coisa mais nojenta do mundo. “Já pensou que horror? Beijar alguém na boca? Que nojo!” essa é a reação de 10 entre 10 crianças. Com o tempo você começa a entender que as coisas não são bem assim. Desde os tempos mais remotos, beijar pode ter diferentes significados. Para os romanos, funcionava como um sinal de submissão e cumplicidade que ultrapassou vários séculos.

De lá para cá, o beijo ganhou tantos outros significados e participações em rituais que alguns deles chegam a ser realmente curiosos. Na Escócia Antiga os casamentos tinham algo de peculiar. O beijo não ficava restrito aos noivos como o sinal de união. O padre também beijava a noiva para abençoar o casório. Em seguida, ela deveria beijar todos os homens da festa, que dariam algum dinheiro ao casal.

Muito tempo depois, esse tipo de casamento com ares de despedida de solteira mudou radicalmente. Aos olhos do cristianismo – religião adotada não só pela Escócia – o beijo do casal significava algo muito maior: a união em uma só carne. Independente do tempo ou espaço, beijar ainda provoca sensações diferentes para cada um que o faz.

O beijo pode ser romântico, descompromissado, longo e até mesmo “sem querer-querendo”. Seja qual for, continua sendo um dos mais íntimos tipos de expressão entre duas pessoas. Ainda assim, existem algumas diferenças um tanto “gerais” para homens e mulheres.

Cientificamente falando...

... o beijo movimenta 29 músculos da face e induz a produção de oxitocina – o hormônio responsável pelo seu sorriso pós-beijo. Todo esse esforço até faz com que você perca algumas calorias durante o “exercício”. Ainda assim, faz parte da complexidade do seu organismo realizar todas essas tarefas. Por isso, acredite: beijar não é algo tão banal assim.

Vários ramos do conhecimento estudam essa prática sob diferentes óticas. A biologia, por exemplo, descobriu que os homens têm tendências diferentes das mulheres enquanto beijam. Uma delas é o famoso beijo de língua. Pode até ser que este comportamento tenha ganhado ares românticos e até mesmo um tanto eróticos e a razão para isso é um tipo de “transferência” de testosterona para a mulher.

O hormônio, quando entra no organismo da mulher, é responsável por aumentar a libido e aumenta a propensão ao sexo. Foi exatamente isso que a pesquisa feita pela Universidade de Albany, nos Estados Unidos comprovou. Outros comportamentos foram analisados por cientistas alemães e são realmente curiosos.

Inclinar a cabeça, por exemplo, é algo que dois terços dos casais fazem para o lado direito. Isso nada mais é do que um reflexo de uma preferência adquirida quando se está na barriga da mãe nas últimas seis semanas de gestação. Toda essa “tendência” para os lados faz parte de um conjunto de movimentos que definem mais de 480 formas de beijar.

Desse, ninguém se esquece

O primeiro beijo é uma experiência importante para muita gente – tanto faz se você é homem ou mulher. A verdade é que para algumas pessoas, ele só vale se houve algum tipo de “documentação” do acontecido. Isso faz pensar sobre o primeiro beijo da história. Quem esteve lá para ver? É um pouco complicado responder a essa pergunta assim, mas de acordo com outros pesquisadores – desta vez arqueólogos e antropólogos – o primeiro beijo foi dado em 1.500 a. C na Índia.

A partir daí, o beijo ganhou tantos significados que até para fechar negócios durante a Idade Média ele serviu. Entretanto, não era nenhum beijo digno das grandes telas. Os negociantes apenas aproximavam os lábios fechados como forma de firmar sua palavra. Deixando o primeiro “beijo de cinema” para o filme “The Kiss”, estreado em 1896.

E faz muita diferença, sim!

Para as mulheres, o beijo é uma das principais etapas de um relacionamento. É nessas horas em que se descobre algumas coisas até então “secretas” sobre quem se está beijando. Por isso, elas tendem a determinar relações mais longas de acordo com a experiência ao beijar seu parceiro. Já para eles, o beijo funciona como um fator determinante para o sexo, como descobrimos há alguns instantes.

A proximidade também é um fator muito importante para saber se haverá algum futuro daquele beijo em diante. A tal “química” realmente existe e não é só uma questão de afinidade emocional. O fato de os narizes estarem tão próximos é algo que influencia muito.

Os cheiros funcionam como uma espécie de “dedo-duro genético” do sistema imunológico do casal e a grande tendência para a perpetuação da espécie humana é encontrar alguém com resistências diferentes para que os descendentes sejam mais fortes. Portanto, o olfato é um sentido importantíssimo a ser considerado.

E depois de tudo isso, é bom saber que as pessoas crescem e as opiniões da infância mudam bastante, não é?

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