Sensação de alerta fica mais aguçada na TPM

18/06/2012 às 12:362 min de leitura

Fonte: Thinkstock

TPM: fase em que muitas de nós, mulheres, ficamos com os nervos à flor da pele, irritadas, sensíveis, inchadas, chatas e com dores de cabeça. Porém, além de todos esses sintomas, que poderiam ser totalmente dispensáveis, existe outro que pode servir para alguma coisa quando nos encontramos em alguma situação de perigo: a sensação de alerta.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Kyoto, no Japão, e divulgada no Live Science, as alterações hormonais da fase pré-menstrual influenciam nos mecanismos cerebrais ligados ao medo e à ansiedade, deixando as mulheres mais alertas.

Os testes foram realizados com 60 mulheres saudáveis, com idade entre 29 e 30 anos, durante três diferentes fases do ciclo menstrual. Foram apresentadas a elas matrizes contendo uma imagem de cobra e oito imagens de flores e vice-versa. Com isso, as participantes deveriam detectar a imagem do alvo o mais rápido possível.

Os tempos de reações mais ágeis aconteceram com as mulheres que estavam na fase pré-menstrual do ciclo, durante o qual as concentrações dos hormônios estradiol e progesterona são mais elevadas. As mulheres que estavam nesse período identificavam a cobra nas imagens cerca de 0,2 segundo mais rápido do que aquelas que estavam em outras fases do ciclo menstrual (como no início ou durante a ovulação).

Imagens dos testes - Fonte: Divulgação/Universidade de Kyoto

Os autores do estudo, os pesquisadores Nobuo Masataka e seu colega Masahiro Shibasaki, atribuem esses achados a essas alterações hormonais, afirmando que as mulheres podem detectar cobras e outros estímulos potencialmente perigosos mais rapidamente durante a última fase do ciclo menstrual.

Instinto protetor

Mas porque será que a sensação de alerta fica tão aguçada nessa fase? Segundo o Live Science, a ansiedade elevada que acontece no período da TPM pode ser adaptativa para ajudar as mulheres potencialmente férteis a se manter seguras, protegendo o seu corpo para uma possível fecundação.

O estudo da Universidade de Kyoto é preliminar, sendo que os ciclos das mulheres pesquisadas foram calculados com base nas datas que elas disseram, não em medições diretas de hormônios, ou seja, novas pesquisas são necessárias para confirmar os resultados.

Ainda segundo a pesquisa, outros hormônios, incluindo o cortisol, também variam de acordo com o ciclo menstrual e podem desempenhar um papel importante na detecção de perigo.

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