Especialista em etiqueta denuncia o uso de borboletas vivas em casamentos
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Especialista em etiqueta denuncia o uso de borboletas vivas em casamentos

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Eu ainda não sou casado, mas já estive em diversos enlaces de amigos, conhecidos e até mesmo de gente que eu não fazia ideia, até então, de quem era. Fui fotógrafo de eventos durante três anos da minha vida e, nesse meio tempo, descobri rituais de diversas religiões e estive tanto em cerimônias que duraram meia hora quanto naquelas que levaram quase três horas para chegar ao fim.

Em todas elas, um mesmo sentimento: o de borboletas no estômago. Eu, que estava ali só para fotografar, já sentia um frio na barriga na hora que a noiva adentrava a igreja; então ficava imaginando o que elas próprias sentiam. Noivos, pais, padrinhos e convidados reunidos em um misto de realização e emoção, que não tem como não envolver até mesmo quem não tem ligação direta com o evento.

Agora, porém, parece que as borboletas saíram do estômago – e do sentido figurado –, adentrando as cerimônias no sentido literal. Está na moda soltar os animais alados com a ideia de que elas embelezam ainda mais o ritual. Mas será que é preciso? A jornalista e especialista em etiqueta Claudia Matarazzo trouxe a denúncia em seu site oficial.

Borboletas saíram do estômago e tomaram as cerimônias de casamento

“Patético e deprimente”

“As borboletas chegam de Salvador em caixas furadas para ventilar, mas pequenas para que não se mexam muito. E, no aperto, se estressam e muitas morrem”, escreveu Claudia. Ela conta, ainda, que muitas noivas estão colocando as borboletas na geladeira para elas desmaiarem com o frio. Então, na hora da cerimônia, os responsáveis por “cuidar” dos bichinhos precisam chacoalhar as minúsculas caixas para elas “acordarem” e saírem voando quando a noiva libertá-las.

“Entre o susto e a agonia da prisão, elas saem desbaratadas às cegas – e acabam por cair, esbarrar ou mesmo pousar em penteados e carecas dos convidados”, provoca a jornalista. Ela ainda chama o espetáculo de patético e deprimente. “Será possível que ninguém consiga incutir um mínimo de compaixão nesses coraçõezinhos?”, questiona Claudia.

Provoco um pouco mais: será que é necessário só compaixão nesses casos ou ter o bom-senso de que o lugar das borboletas no casamento continua sendo “dentro dos estômagos”? Como a Claudia Matarazzo bem resumiu, “noiva que precisa de borboleta congelada em seu casamento pra se sentir feliz só pode ser parente de vampira”. E você, caro leitor, o que acha dessa discussão?

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