Confira 5 riscos associados aos antitranspirantes — e se o perigo é real
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Confira 5 riscos associados aos antitranspirantes — e se o perigo é real

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Quem nunca ouviu por aí que o uso de antitranspirante pode oferecer riscos à saúde? Inclusive existem rumores de que alguns ingredientes presentes no produto podem levar ao surgimento de problemas como o câncer de mama, a disfunção renal e o Alzheimer. Mas, será que o perigo realmente existe?

Afinal, em se tratando de um item de higiene pessoal tão popular, é de extrema importância que ele não cause mal nenhum, não é mesmo? Pois Kate Horowitz, do site Mental_Floss, foi averiguar o que existe de verdade por trás dos boatos e se o uso dos antitranspirantes realmente pode ser prejudicial.

Mas, antes de falar sobre os mitos, vale lembrar a diferença que existe entre desodorantes e antitranspirantes. Conforme explicamos em uma matéria anterior aqui do Mega Curioso — que você pode conferir através deste link —, enquanto os desodorantes têm duração limitada em algumas horas e apenas mascaram os odores corporais com suas fragrâncias, os antitranspirantes contém alumínio em sua composição e estão focados em reduzir a transpiração, bloqueando os dutos que liberam o suor temporariamente.

Aliás, é principalmente a presença do alumínio nos antitranspirantes que causa preocupação em muitas pessoas. Mas, sem mais delongas, confira a seguir o que Kate do Mental_Floss descobriu sobre os mitos envolvendo esses produtos:

1 – O alumínio pode provocar câncer

Como diversos cânceres de mama se originam próximo às axilas — e as partículas de alumínio presentes nos antitranspirantes têm como função “tampar” os dutos por onde o suor é excretado —, alguns cientistas chegaram a argumentar que parte dos compostos dos produtos estaria se infiltrando através da pele da região, provocando danos no DNA e induzindo ao surgimento de tumores.

Segundo Kate, inúmeros estudos foram realizados com o propósito de determinar se o alumínio presente nos antitranspirantes funciona como carcinogênico ou não. E, enquanto alguns apontaram que o perigo existe, a maioria revelou que não há evidências convincentes de que o elemento aumenta o risco do surgimento de câncer.

2 – Os conservantes também podem causar câncer

Além do alumínio, os antitranspirantes também contam com conservantes — os parabenos — em sua composição, e sua presença também é motivo de preocupação. Na verdade, de acordo com Kate, esses produtos químicos vêm sendo usados para preservar cosméticos e até alimentos há décadas, mas a descoberta de parabenos em células cancerosas lançou um alerta sobre o possível perigo relacionado a esses produtos.

Por sorte, a indústria de cosméticos está ligada nos estudos que estão rolando por aí e já pensaram em alternativas para o uso dos parabenos nos antitranspirantes. A maioria das opções disponíveis no mercado vem sem esses conservantes — mas vale a pena você conferir a lista de ingredientes quando for comprar o produto.

3 – O alumínio pode causar demência e problemas renais

É verdade que, em grandes doses, o alumínio pode ser prejudicial para os rins, em particular em pessoas com disfunções nas quais os órgãos trabalham abaixo dos 30% da atividade normal. Segundo Kate, no passado, os pacientes submetidos a sessões de diálise tomavam um medicamento contendo alumínio, e estudos apontaram que seus rins não conseguiam processar esse elemento, o que resultava em um acúmulo no organismo e em um aumento no risco do surgimento de demência.

Contudo, a quantidade de alumínio que a pele pode absorver por meio do uso diário de antitranspirantes é muito, muito pequena — comparado com as altas doses que os pacientes renais introduziam em seus organismos através do tal medicamento. Portanto, a não ser que a pessoa espirre grandes quantidades na boca todos os dias ou literalmente coma barras do produto, não existe risco de o corpo absorver tanto alumínio.

4 – O alumínio pode causar o Alzheimer

Segundo Kate, esse papo de que o uso de antitranspirantes estava associado com o risco do surgimento do Alzheimer começou a circular há 50 anos, quando alguns cientistas encontraram uma relação entre o mal e o alumínio. Entretanto, de lá pra cá, muitos estudos foram realizados e, apesar de ainda existir certo debate sobre a associação entre o elemento e a doença, para que o metal seja prejudicial, é necessário que o organismo absorva enormes quantidades dele.

Aliás, vale destacar que a própria Alzheimer’s Association — uma associação norte-americana focada em pesquisas sobre o mal — divulgou a informação de que, atualmente, poucos especialistas acreditam que as fontes de alumínio que fazem parte do nosso dia a dia ofereçam riscos.

5 – Os antitranspirantes afetam o equilíbrio da pele

Como você sabe, existe todo um ecossistema vivendo em nosso organismo e esses micróbios também são responsáveis para que tudo em nosso corpo funcione direitinho. Pois, segundo Kate, existem pessoas que acreditam que os antitranspirantes provocam desequilíbrios nas comunidades que habitam nossa pele e podem levar ao surgimento de doenças.

Na realidade, os antitranspirantes tem efeito sobre os microrganismos da pele sim — e é justamente por isso que nós os usamos, para contornar os odores resultantes da interação de bactérias com o suor. Entretanto, de acordo com Kate, não existem evidências de que o efeito dos antitranspirantes seja prejudicial. Aliás, o olfato das pessoas que convivem conosco e nossos cheirinhos agradece!

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