Acende, puxa, prende e passa: conheça 7 fatos curiosos sobre a maconha
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Acende, puxa, prende e passa: conheça 7 fatos curiosos sobre a maconha

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Maconha é um assunto realmente polêmico sobre o qual já falamos diversas vezes aqui no Mega Curioso, seja para contar que porcos alimentados com maconha produzem um bacon mais saboroso, para contar a respeito dos tipos diferentes da erva ou para divulgar a venda de camisinhas de maconha. Hoje nós vamos contar para você algumas curiosidades bem bizarras a respeito dessa droga. Confira:

1 – Começo de tudo

Ainda não é possível afirmar com certeza quando foi que a maconha começou a ser usada como droga. Há um museu dedicado à história das drogas em Arlington, no estado norte-americano de Virgínia. Lá, consta que o registro mais antigo que faz referência ao uso da maconha data do ano 2727 a.C., quando o imperador chinês Shen Nung teoricamente descobriu a erva e passou a utilizá-la medicinalmente.

O problema com essa teoria é o fato de que Shen Nung não foi um imperador chinês – além de que o primeiro imperador da China foi Qin Shi Huang, que nasceu bem depois, só em 260 a.C. Não se sabe, portanto, quem foi de fato o tal Shen Nung e em que circunstâncias ele teria registrado seus experimentos à base de cannabis, até mesmo porque os primeiros registros documentais da China datam de 1200 a 1050 a.C.

Quando o assunto é maconha, a existência desse tal Shen Nung parece ser mais um boato do que qualquer outra coisa. Ainda que a história desse cara faça parte de um órgão especializado em drogas, não se pode ter certeza de que a tal evidência seja verdadeira.

2 – Outros usos

A maconha não é usada apenas para fins recreativos ou medicinais. Sabe-se que as famosas folhinhas verdes já foram utilizadas, em tempos remotos, para produzir fibras de tecidos e cabos. Uma pesquisa feita em 2012, com a finalidade de descobrir como as pedras da Ilha de Páscoa foram carregadas, concluiu que as pedras imensas foram arrastadas e erguidas com a ajuda de cordas feitas com maconha.

3 – Diferenças

Sabia que a maconha pode ter um efeito em homens e outro nas mulheres? Um estudo realizado neste ano avaliou os efeitos em ratos e, de acordo com Rebecca Craft, uma das responsáveis pela pesquisa, as fêmeas são mais sensíveis aos efeitos da cannabis, pelo menos no que diz respeito às características analgésicas da droga. As fêmeas também são mais propensas a desenvolver tolerância à droga, o que pode levar à dependência.

Ao que tudo indica, essa diferença se dá pela presença de estrogênio nas ratinhas, que ficam ainda mais sensíveis aos efeitos da maconha quando estão ovulando.

4 – Remédio para bicho

Você com certeza já deve ter visto, ouvido ou lido alguma reportagem a respeito dos usos medicinais da maconha, certo? Independente da polêmica que o assunto possa causar, a verdade é que a droga parece ter um importante papel no tratamento de doenças como o glaucoma e até o câncer.

O que você talvez ainda não saiba é que a maconha já é usada para tratar doenças de gatos e cachorros, de acordo com um artigo publicado em 2013 no American Veterinary Medical Association. A droga pode ser mortal aos animais se administrada em grandes quantidades, mas, na medida certa, ela já tem mostrado eficiência no tratamento de algumas doenças veterinárias.

5 – E o coração, como é que fica?

Estamos acostumados a ouvir sobre as contraindicações da maconha por motivos de que ela parece ter vínculo com doenças mentais e respiratórias, mas e o coração? Será que sai perdendo nessa também?

Um estudo publicado em abril desde ano revelou a análise feita em 2 mil pacientes que usavam maconha como tratamento medicinal na França. O resultado apontou que 2% dos voluntários tiveram problemas cardíacos depois do uso da droga, sendo que nove pessoas tiveram ataques cardíacos fatais.

Uma pesquisa realizada anteriormente já havia apontado que a cannabis pode, sim, prejudicar a saúde cardíaca do indivíduo que faz uso da droga, até mesmo porque o uso da maconha está associado com o aumento da pressão arterial.

6 – No ar

Olha só que bizarro: os arredores do Coliseu, em Roma, na Itália, parecem defumados pela maconha, assim como o ar de outras sete cidades italianas está repleto da fumacinha proveniente da queima da droga. Quem fez a conclusão foram alguns pesquisadores em 2012, depois de estudar quais cidades exalavam maconha no país do macarrão.

Se você pensa em fazer uma espécie de turismo canabinoide, segue o melhor roteiro: Roma, Bolonha, Florença, Milão, Nápoles, Palermo, Turin e Verona. As duas cidades cujo ar apresentou maiores níveis de maconha foram Florença e Bolonha. Ainda assim, não é nada considerado prejudicial à saúde de quem vive ou passeia por esses lugares.

7 – Quanto vale ou é por quilo?

Por mais que a maconha seja considerada uma droga verde e natural, a verdade é que o cultivo dessa planta requer uma grande quantidade de energia elétrica o que, a gente já sabe, não é nada bom para a saúde do planeta. Só para você ter ideia, o cultivo de 1 kg da planta em uma estufa caseira requer o tanto de energia necessária para dar uma volta pelos EUA de carro. Cinco vezes.

Cultivadores de todo o mundo, principalmente dos países onde a droga é legalizada, já adotaram mudanças, como o uso de lâmpadas de LED, que gastam menos energia.

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E aí, você já sabia dessas curiosidades a respeito da maconha? Se esse é um assunto de seu interesse, clique aqui e veja tudo o que já publicamos a respeito.

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