Verdade ou conspiração? Tradutora diz ter prova do suicídio de Adolf Hitler
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Verdade ou conspiração? Tradutora diz ter prova do suicídio de Adolf Hitler

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Se você gosta de história, provavelmente já ouviu diversas teorias conspiratórias a respeito da morte de Hitler, não é mesmo? E o Mega Curioso inclusive já falou desses rumores; se você ainda não conferiu, corra lá!

E o que nós viemos trazer a vocês hoje é algo com certo potencial de acabar com essas teorias. Trata-se do livro de memórias escrito por uma tradutora russa que trabalhou em Berlim em 1945. A função de Yelena Rzhevskaya era basicamente traduzir os interrogatórios feitos com os oficiais alemães capturados pelos russos, mas em maio de 1945 seu trabalho ficou um pouco mais complicado.

Os russos já haviam recebido a informação de que Hitler tinha se matado no dia 30 de abril, logo após a queda de Berlim, mas não existia nenhuma prova disso  e em um cenário de guerra, provas desse calibre são importantíssimas.

Por causa dessa falta de evidências, Yelena foi convocada ao escritório de seu comandante e ali lhe foi confiada uma caixinha vermelha que continha nada menos do que um conjunto de dentes que supostamente eram de Hitler. A função de Yelena nisso tudo? Descobrir se eles de fato pertenciam ao Führer.

dentes Hitler

E agora?

Como vocês sabem, não demorou muito para que se espalhassem os boatos de que ele tinha escapulido e que muita gente sabia para onde ele estava indo. Era aquela coisa: se não há corpo, não há provas. Era necessário provar que aquela arcada dentária era mesmo de Hitler, ou então tomar maiores providências; afinal, o que estava em pauta era uma guerra.

Ah, e caso você esteja achando muito esquisito o fato de o serviço secreto russo dar uma tarefa desse tipo a uma mulher em plena década de 40, com tantos homens disponíveis, saiba que Yelena também questionou. Acontece que ela foi escolhida justamente por ser mulher! De acordo com seu comandante, o Coronel Gorbushin, seria menos provável uma mulher ficar bêbada ao ponto de perder os dentes em algum lugar por aí.

A primeira coisa que ela fez foi procurar o dentista de Hitler. No gabinete da Chancelaria, ela encontrou radiografias de Hitler com seus registros dentários, e com eles foi até o hospital da cidade. Lá, seguiu em busca de algum dentista que soubesse quem era o responsável pelos cuidados quanto à saúde bucal de Hitler.

Enfim, descobriram que o dentista do Führer era um homem chamado Hugo Blaschke, que atendia em uma das ruas mais elegantes de Berlim — mas já tinha dado um jeito de fugir para a Baviera.

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Mas, calma! Nem tudo estava perdido: uma de suas funcionárias ainda estava lá, uma moça chamada Kathe Heusermann. Kathe de fato encontrou o cartão de paciente de Hitler (e de muitos outros membros do alto comando), contudo as radiografias não estavam lá, então ela sugeriu que o único lugar a procurar seria no consultório odontológico de dentro da Chancelaria do Reich. E lá eles encontraram!

Claro que só olhar para uma radiografia e uma série de dentes não adiantaria muito para Yelena, e também não seria muito prudente entregar todas as evidências à Kathe. Assim, o que os russos planejaram foi pedir que Kathe descrevesse os dentes de Hitler exatamente da maneira como se lembrava.

Ela o fez e também disse que uma ponte de ouro ligava três dentes do lado esquerdo, assim como descreveu as coroas e raízes.  De acordo com a equipe russa, isso tudo batia com a radiografia. Então, só faltava o reconhecimento. Yelena então entregou os dentes para Kathe, que os identificou como sendo do Führer.

Mistério resolvido... Será?

Mas por que os rumores de que Hitler escapou pelo mundo perduram até hoje? De acordo com Yelena, Stalin acreditava que esse conhecimento era uma vantagem tática em relação a negociações de paz, tanto que ele sempre negou saber qualquer coisa a respeito.

Claro que, para isso acontecer, Kathe Heusermann e os dentes precisariam sumir. Ela ficou presa por 10 anos, e os dentes ficaram desaparecidos até o ano 2000, quando foram colocados em exposição pela Rússia como comemoração pelos 55 anos do fim da Segunda Guerra.

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Yelena morreu em abril de 2017, e seu livro, embora já esteja disponível para venda, ainda não foi traduzido para o português. Seu título em inglês é: "Memoirs of a Wartime Interpreter: From the Battle for Moscow to Hitler's Bunker".

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